Café Royal anuncia Karoline Maia como Diretora

Karoline Maia. (Foto: Camila Izidio)

Karoline Maia é a mais recente integrante do time de diretores da produtora Café Royal, dos sócios Georgia Guerra-Peixe (Joca), Moa Ramalho, Adriana Tavares, Julio Hey e Luiz Villaça. A contratação envolve o desenvolvimento de conteúdos publicitários e entretenimento.

“Estou muito ansiosa pra começar a trabalhar e aprender com o time da Café Royal. Acredito que essa oportunidade vai ser super importante para eu explorar mais minhas capacidades enquanto diretora, e conhecer mais sobre publicidade, que é um dos meus propósitos profissionais”, afirma.

Karoline é diretora, videomaker e fotógrafa, formada em Rádio e TV, e co-fundadora da PUJANÇA. Atualmente, lança seu primeiro longa-metragem documental como diretora e roteirista: o filme “Aqui Não Entra Luz” (2020), que investiga as relações sociais e arquitetônicas na moradia de trabalhadoras domésticas no Brasil, traçando um paralelo do quarto de empregada com a senzala.

“Eu comecei a contar histórias quando me inquietei sobre meu lugar no mundo enquanto mulher negra e periférica, foi aí que decidi começar minha jornada pelo audiovisual ouvindo e documentando histórias de pessoas do bairro onde nasci e cresci, o Jardim Helena, na Zona Leste do município de São Paulo”, explica a diretora.

Ela também dirigiu o documentário “Por que preciso voltar para a escola?” para o “Creators for Change” com Ana Paula Xongani, em uma parceria realizada com o instituto de Michelle Obama. Criou e dirigiu as webséries “Cultura das Bordas” (2019) e “Nossa História Invisível” (2019), além dos documentários “Do Amor à Cura” (2019) e “Elas abriram o caminho dançando” (2019).

Colaborou no roteiro do longa-metragem “Crioula Reinado” (2018), filme que promoveu um intercâmbio cultural entre duas diferentes comunidades negras do Brasil. Também já atuou como documentarista na websérie “Imagina na Copa”, registrando iniciativas inovadoras realizadas por jovens pelo Brasil, e trabalhou no Imagina Coletivo, com a criação de conteúdo audiovisual de impacto social.

“Acho que a publicidade ainda patina na tentativa de ser inclusiva e diversa. Ainda há muito o que ser feito. Espero encontrar abertura e oportunidade nas agências para levar minha visão de mundo pros filmes, e acredito que essa oportunidade será muito enriquecedora para a minha carreira”, completa.