Mobilidade urbana em São Paulo e entrevista com Fernanda Vasconcellos são destaques na 29Horas de maio

Distribuída gratuitamente nas salas de embarque e desembarque dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), a Revista 29HORAS já disponibiliza sua edição de maio. A versão paulistana da publicação destaca uma matéria especial sobre mobilidade urbana em São Paulo, ressaltando o crescimento e a importância das ciclovias na cidade, enquanto a carioca destaca uma entrevista exclusiva com a atriz Fernanda Vasconcellos, que brilha entre as protagonistas da série “Coisa Mais Linda”, da Netflix.

O grande destaque da Revista 29HORAS paulistana é uma matéria especial sobre mobilidade urbana na capital, mostrando um cenário em que as ciclovias têm sido cada vez mais utilizadas pelos habitantes da cidade, principalmente após a disponibilização de serviços de aluguéis de bicicletas, patinetes e outros modais de locomoção individual sustentável.

Há, inclusive, quem tenha abandonado o carro de vez para aderir definitivamente a essas opções como meio de transporte. É o caso de Vinicios Costa, superintendente de Recursos Humanos no banco Santander Brasil, que vendeu o carro e todas as manhãs leva as filhas à escola e segue para o trabalho em uma bicicleta. “Só uso bicicleta ou transporte coletivo. Foi uma questão de saúde e de qualidade de vida, além do desejo de ajudar o meio ambiente”, conta.

O principal corredor cicloviário de São Paulo, que liga o Parque Villa-Lobos à Vila Nova Conceição, passando pela Avenida Faria Lima, recebeu no primeiro trimestre desse ano cerca de nove mil ciclistas por dia, número 73% maior em relação ao mesmo período de 2017, segundo dados da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego). Em 2018, somente nesta ciclovia foram realizadas mais de 1 milhão e 600 mil viagens, contra 930 mil em 2017. Esses dados comprovam que a oferta de infraestrutura aumenta o número de ciclistas. Com base neste argumento, a urbanista Irene Quintáns explica que o ideal é fazer o sistema cicloviário por oferta, e não por demanda. “Você não coloca ciclovia porque ali tem muito ciclista, você coloca para que tenha muito ciclista. Isso é fundamental para formar público”, ensina.

Apesar da grande oferta de bicicletas e patinetes por aplicativos, muitas pessoas optam por adquirir o seu próprio veículo, situação que pode gerar insegurança na hora de estacionar, devido ao receio de ter sua bicicleta furtada. Ao vivenciar isso, um jovem empresário, Daniel Kohntopp, idealizou a startup Bike&Park, que terá seu lançamento neste mês, com um aplicativo para smartphones que liga o ciclista a uma rede de estacionamentos com bicicletários automatizados. É possível reservar a vaga (que possui seguro) com antecedência, assim como realizar o pagamento diretamente pelo app. “Também estamos montando planos para empresas que desejam colocar o serviço como benefício para seus colaboradores”, explica.

Na pele de Ligia em “Coisa Mais Linda”, série da Netflix, Fernanda Vasconcellos dá vida a uma personagem que sofre com a agressão do marido, um político em ascensão, além de ser impedida de realizar o seu maior sonho: ser uma cantora. Na trama, que se passa em 1959, Fernanda atua ao lado de outras três protagonistas: Maria Casadevall (Malu), Mel Lisboa (Thereza) e Pathy Dejesus (Adélia). Juntas elas retratam o machismo e o tratamento dado às mulheres pela sociedade naquela época. “Coisa Mais Linda faz o papel de apresentar um cenário bastante diverso e complexo”, afirma a atriz.

Quando fala das mulheres, Fernanda diz que valoriza muito o movimento feminista. “Além da minha professora de atuação, que me acompanha sempre, minha empresária é mulher e também tenho uma fonoaudióloga, a Leila Mendes, além de minha mãe, que é um porto seguro. As minhas referências na atuação são grandes mulheres, como Marieta Severo e Cássia Kiss”, conta.

Entre os trabalhos atuais da atriz está outra série da Netflix, “3%”, cuja terceira temporada estreia no mês de junho. ““Por ser uma ficção científica, é uma experiência completamente distinta. Atuamos em meio a ambientes que não existem como serão mostrados, com muitos efeitos. As gravações são totalmente diferentes do que eu já havia feito”, comenta. Ela também está gravando o longa “Rua do Sobe e Desce”, dirigido por Luiz Carlos Lacerda para o Canal Brasil, ainda sem data de estreia. “A valorização do cinema nacional é algo que me chamou a atenção neste novo trabalho”, diz.

Rumo aos quinze anos de carreira, sendo que o seu primeiro papel na televisão foi em 2005 com a personagem Betina, em Malhação, Fernanda relembra que aos 18 anos decidiu que faria cinema como graduação. “Meu pai disse que era incerto”, lembra, entre risos. Então, optou pelo Direito e acabou abandonando a faculdade no quinto ano, para seguir seu verdadeiro sonho. “Faltava somente o estágio e o TCC para concluir. Tive muita ajuda dos meus familiares. Mas existe um momento em que é necessário seguir os seus próprios sonhos, sozinha”, reflete.