InícioVeículosDrag Ataque explora universo das drag queens do Norte e Nordeste
Drag Ataque explora universo das drag queens do Norte e Nordeste
A série documental “Drag Ataque”, com direção de Vinícius Gouveia, segue a temporada com episódios novos, toda sexta-feira, às 21h, no Fashion TV Brasil, disponível nas principais operadoras do país. A série mergulha no universo artístico das drag queens do Norte e Nordeste do Brasil, em 12 episódios, que serão exibidos semanalmente. Com produção da Plano 9, a série tem o fomento da Ancine | BRDE | FSA, o incentivo do Funcultura | Fundarpe | Secretaria de Cultura de Pernambuco e PNAB – PE – Programa Nacional Aldir Blanc | Pernambuco.
Episódios novos: toda sexta-feira, às 21:00, na Fashion TV
Reprises: sábado (09:00), domingo (19:00), segunda-feira (07:00 e 13:15) , terça-feira (22:30), e quarta-feira (10:30)
No episódio 3 – DRAG MAQUIA, que será exibido pela primeira vez no dia 28 de agosto, traz o encontro improvável de Aimée Lumière (Salvador – BA) encontra Nina Poison (Recife – PE) para experimentações de maquiagem numa sessão de fotos servindo muito carão, com a ajuda de Alma Negrot. No episódio 4 – DRAG DE BOATE, que será lançado no dia 4 de setembro, seis drag queens para provar todo o seu talento no lipsync sobem ao palco da icônica boate Metrópole ao som de músicas nordestinas de diferentes estilos. Ja´no episódio 5 – DRAG DANÇA – no dia 11 de setembro apresentará as drag Saphyra Luz (Salvador – BA) e Desirée Lo Bianco (Belém – PA), que recebem as dicas do coreógrafo de brega funk Newton César para uma performance de dança autoral com ritmo e atitude do passinho.
Sinopses
Episódio 3 – DRAG MAQUIA
Snopse
Aimée Lumière (BA), maquiadora autodidata que hoje integra a efervescente cena drag de São Paulo, encontra Nina Poison (PE), maquiadora profissional, drag queen amputada e artista PCD que defende uma cena queer mais acessível. Juntas, elas têm a missão de criar maquiagens autorais para uma sessão de fotos, explorando diferentes formas de expressar identidade e beleza. Para ajudá-las, surge Alma Negrot: artista multidisciplinar reconhecida por transformar a maquiagem em experimentação estética. Entre pincéis e conversas sobre autoestima, as três revelam como a maquiagem pode transformar não apenas rostos, mas também histórias de vida. Diante das lentes, cada drag se transmuta em sua melhor versão num fashion video. Será que propostas tão diferentes conseguirão brilhar no mesmo estúdio? Episódio 3 fotos e Teaser Vertical
Episódio 4 – DRAG DE BOATE
Sinopse
Depois de enfrentarem desafios de moda, música e maquiagem, seis drag queens voltam a se reunir para colocar à prova o talento que as une… O lipsync! No palco da Boate Metrópole, elas apresentam performances embaladas por clássicos e sucessos da música nordestina: do eletrônico ao bregão. Enquanto o público vibra a cada apresentação, os bastidores revelam outro lado da competição. No camarim, as artistas compartilham inseguranças, celebram suas trajetórias e refletem sobre os encontros. A experiência continua em um episódio extra no YouTube, com conteúdos exclusivo sobre uma sétima drag queen. Episódio 4 fotos e Teaser Vertical
Episódio 5 – DRAG DANÇA
Saphyra Luz (BA), a rainha do kuduro de Salvador, doze anos de estrada e uma coleção de coroas, encontra Desirée Lo Bianco (PA), que se montava escondida no banheiro aos 13 anos e tem menos de um ano de palco. Enquanto uma dança com as pernas; a outra, com os braços. Juntas, têm a missão de criar uma coreografia autoral que caiba em Belém e em Salvador ao mesmo tempo! Para ajudá-las, surge Newton César: coreógrafo que joga uma terceira língua na negociação, o passinho do brega funk, feito de quadril para trás, chacoalhada e explosão. Ao final do episódio, vogue e kuduro vão caber na mesma batida? Episódio 5 fotos e Teaser Vertical (Teaser ainda não finalizado)
Episódio 6 – DRAG ATUA
A jovem Condessa Cabalista se une à sexagenária Sharlene Esse para preparar cenas de comédia e drama, sob a orientação do diretor e professor Marcondes Lima.
Episódio 7 – DRAG NO CLIPE
Carmen Camaleonte e Karmaleoa retornam apenas com figurinos, fundo verde e um sonho: transformar suas composições em um videoclipe.
Episódio 8 – DRAG DE BOATE 2
As drag queens convocam as performers Salário Mínimo e Dercy Fortunato para uma noite de performances caricatas e irreverentes no Loba Pub.
Episódio 9 – DRAG NO CIRCO
Ruby Nox se torna a mãe drag da dupla circense Vitor Lima e João Cavalcanti, enquanto aprende com eles truques acrobáticos para levar sua performance a novos ares… no circo!
Episódio 10 – DRAG NA RUA
O bailarino Edson Vogue e a drag queen Nola Criola ocupam as ruas do Recife Antigo com uma performance de voguing em plena luz do dia e frente a um público que nunca viu drags antes.
Episódio 11 – DRAG APRESENTA
Torta na cara Drag, cultura drag queen e os bastidores do Drag Ataque: Ruby Nox e Safira Blue apresentam esse programa metalinguístico sobre o poder da comunicação das drags.
Episódio 12 – DRAG DE FESTA
A produtora e DJ Safira Blue apresenta sua festa mensal. Ela e drags de outras gerações compartilham a força da cultura das baladas na vida de pessoas LGBTQIAPN+.
Bios participantes EP 03 — Maquiagem
Aimée Lumière (Salvador, BA)
Cantora, atriz e performer com formação em teatro musical, começou a se montar em 2015 e ganhou projeção nacional ao integrar o reality Queen Stars (HBO Max). Comanda há quatro anos o Aimée Drag Show, na boate Zig Duplex, em São Paulo, mantendo carreira ativa também em Salvador — uma migração que ela mesma trata como missão, não fuga: quer “multiplicar” a arte drag, dividir espaço em vez de disputá-lo, ainda que a lógica da cena costume valorizar mais a competição individual. Em cena, equilibra humor e improviso com técnica vocal e presença dramática, dois registros que nem sempre convivem no mesmo show, mas que ela transformou em assinatura própria.
Nina Poison (Recife, PE)
Maquiadora de moda e publicidade, drag ciborgue e pessoa amputada, fundadora da Maison Poison e idealizadora da Mostra DiverCIDADES. Vem do mercado publicitário e da moda “padrão” — e é justamente essa vivência que usa para questionar os próprios padrões de beleza que esse mercado sustenta. Divide o trabalho comercial, com campanhas e produções audiovisuais, com o ativismo de acessibilidade: dois mundos com lógicas de mercado diferentes, construindo uma identidade visual dentro de uma indústria que historicamente exclui corpos com deficiência.
Bios participantes EP 04 — Lipsync
Charlotte Delfina (Recife, PE)
Performer, atriz, modelo e apresentadora, formada em Vestuário pelo SENAI. Vencedora do Top Drag Pernambuco 2019, construiu uma imagem de elegância e glamour clássico numa cena que também valoriza o subversivo e o inesperado — um contraste que a diferencia dentro do próprio elenco. O título de 2019 não é isolado: soma-se a Miss Recife Gay, Miss Olinda Gay, vice Miss Pernambuco Gay (2019 e 2025), vice-colocada no Duelo de Drags e vice no concurso Frevo Café (2025), uma coleção de disputas que ela usa como validação pública da própria arte.
Joanne Versace (Belém, PA)
Maquiador, figurinista e performer, parte do coletivo Themonias. Drag “marombeira”, com títulos como Rainha do Halloween (2016), Rainha Noite Suja (2020) e Musa Verão da Diversidade (2022), Joanne construiu um corpo que desafia diretamente o padrão de feminilidade drag mais divulgado.
Karmaleoa (Salvador, BA)
Cantora lírica, DJ e mulher cisgênera, com 15 anos de carreira musical e formação pelo NEOJIBA e UFBA. É mulher cisgênera numa arte historicamente associada a identidades trans e a homens cisgêneros, o que a coloca no centro de uma pergunta que ela mesma ajuda a responder: o que define, de fato, “ser drag”? Divide a rotina entre uma carreira “erudita” de dia e uma carreira drag e underground à noite, e atravessou um período de depressão em 2019, após ser reprovada numa seleção de coral, antes de retomar o caminho pelo NEOJIBA e pela criação do Musical Piku, espetáculo que já impulsionou a estreia de cerca de 20 drag queens baianas. É também cofundadora do coletivo Manifesto, um dos principais eventos de música eletrônica LGBTQIAPN+ de Salvador. Diz não buscar estourar no mainstream, mas ao mesmo tempo quer “ser referência”.
Carmen Camaleonte (Fortaleza, CE)
Drag rapper com EP autoral lançado, teve sua persona desenvolvida por meio de políticas públicas de cultura do Ceará. Usa o bigode como provocação estética, arriscando reações do próprio público em nome de uma pergunta maior sobre feminilidade. Adiou o lançamento do próprio EP por anos, com medo de expor a própria arte. Só a pandemia, de forma quase acidental, forçou a decisão final de lançá-lo.
Aimée Lumière e Nina Poison Minibios completas no bloco do EP03
Bios participantes EP 05 — Dança
Desirée Lo Bianco (Belém, PA)
Drag travesti da Amazônia, que tem como referência o coletivo As Themonias. Começou a se montar escondida, aos 13 anos, por medo — hoje é reconhecida publicamente como referência da cena amazônica. Foi ao começar a fazer drag que se reconheceu mulher trans, uma descoberta de identidade que aconteceu junto com a própria trajetória artística documentada pela série. Equilibra uma tradição internacional, o ballroom, criada por mulheres trans e travestis negras nos Estados Unidos, com uma identidade regional muito específica: a cena paraense, onde ela mesma descreve o hábito de “fazer uma coisa gigantesca com nada”.
Saphyra Luz (Salvador, BA)
Conhecida como “a rainha do kuduro”, construiu a carreira em torno de afrofuturismo, candomblé e ancestralidade africana. Sua coleção de títulos inclui Garota Tropical, Garota Marujo, Miss Lauro de Freitas, Miss Recôncavo, Top Drag NUPAF, Rainha LGBT, Top Drag Picos-Piauí, campeã de Batalha de Lipsync, Deusa do Ébano Drag Queen, Estrela Brilhante, Miss Salvador, Rainha LGBTQIA+ do Carnaval de Salvador e Rainha da Diversidade da Junina Forró Mandacaru, entre outros. Foi a partir da validação dos concursos de beleza que deixou de ser vista como “a bichinha que se monta” no bairro e passou a ser reconhecida como artista. Hoje uma militância seletiva e consciente, resumida em sua própria fala: “quando vejo que tem espaço pra militar, eu faço; se não tem, prefiro me manter segura”.