Estratégia, interação, impacto e relacionamento: convertendo com amor
Criamos, comunicamos e entregamos produtos e serviços. Construímos uma
identidade para dizer quem somos, mas, muitas vezes, precisamos aproximar
ainda mais o cliente, trazer para mais perto para que ele possa viver nossa marca,
vivenciar de fato uma experiência. Nesse sentido, há um enxoval de comunicação
passando por diversos pontos de contato, on e offline, com diversas ramificações
compondo um cenário ideal. E é em um desses “braços” do marketing que
encontramos uma ferramenta muito conhecida, mas as vezes pouco explorada: o
live marketing.
Cada um com seu propósito e entrega, as experiências presenciais
(ou não) são, com certeza, asset valioso se bem empregados.
Entende-se como live marketing toda e qualquer experiência realizada com o
público de interesse, em tempo real, seja online ou offline. Originário do termo
Marketing Promocional, a ferramenta conta com algumas principais variações
como eventos, ativação de marca e ações de PDV, entre outras. Sempre voltado a
criar vivência direta, o live marketing é tudo o que traz seu cliente para perto
estando sob o guarda-chuva de ações bellow the line, buscando relacionamento e
share of heart.
Sendo uma “invenção” relativamente recente, ganha essa nomenclatura por volta
de 2013 e, apesar de se tratar de uma estratégia já utilizada, passa, então, a ter
maior visibilidade e aplicação no enxoval das marcas. Ele proporciona ao público
de interesse vivencia, imersão e engajamento. É por meio da criação de
experiências que essa ferramenta gera conexão e memória. Mas é possível ir além
do “lúdico” e transformar esse asset em impulsionador comercial, tendo como
propósito não só encantar o consumidor, mas gerar venda para a companhia.
Por muito tempo pensado apenas como evento e ativação de marca, o live
marketing nos últimos anos cresce e passa a ocupar um espaço de imersão +
conversão. Tudo depende do planejamento adotado por trás do conceito. Quando
aliado a um calendário estratégico, voltado para a geração de valor para a marca –
seja ele monetário ou emocional – as ações de Marketing de Experiência se
tornam agregadores valiosos.
No entanto, seja na produção de um evento tradicional ou em uma ativação com
CTA direto para venda, é fundamental que haja estratégia e direcionamento.
Constância, pertinência e timing são termômetros imprescindíveis para uma ação
assertiva. Entender a razão por trás da ação e definir metas claras são o ponto de
partida para uma execução quase impecável.
Mas como pensar o live marketing, para além do evento que engaja e da ativação
que encanta? É nessa resposta que fica a diferenciação entre estar presente e
emocionar, e gerar valor e converter. Toda e qualquer experiência proporcionada
por uma marca deve passar, impreterivelmente, pela perspectiva do consumidor.
Entender sua jornada completa, até chegar ao momento do contato com a marca,
possibilita entender como e qual será o resultado da ação.
Seja um evento com produção tradicional, ou ativação de marca em espaços da
cidade, é preciso entender a expectativa do seu público para aquele momento
(além das intenções da marca). O que motiva meu consumidor a estar ali,
vivenciar a experiência? Qual a expectativa dele e como supri-la sem perder o foco
na entrega esperada pela marca? Propósito, motivação, mecânica e entrega são
os grandes norteadores aqui.
Live marketing, nada mais é que a oportunidade de surpreender, impactar e
impulsionar a comunicação da marca. Com estratégia e propósito bem
estabelecidos é capaz de ir além do reconhecimento e relacionamento; é possível
converter prospect em consumidor, comprador em cliente fidelizado e muito
mais. O (nem tão) antigo marketing promocional ganha espaço e importância no
enxoval e vira ferramenta valiosa para se destacar e ocupar espaço no coração e
bolso do seu consumidor.
