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Pesquisa mostra expectativa dos brasileiros para a Copa de 2026

Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, o clima entre os brasileiros já começa a se intensificar, ainda que de forma menos unânime do que em edições anteriores. O torneio segue como um dos principais eventos de mobilização no país, mas hoje convive com diferentes níveis de conexão, expectativa e confiança por parte do público.
De acordo com um levantamento do PiniOn, empresa especializada em dados competitivos e comportamentais, 41,7% dos brasileiros estão muito ou extremamente ansiosos para a competição. Ao mesmo tempo, o otimismo em relação ao desempenho da seleção brasileira é moderado: apenas 23,5% acreditam que o país conquistará o hexa, enquanto 25,8% avaliam que as chances são baixas e 15,9% demonstram dúvidas diante da força de outras seleções.
O recorte por idade evidencia uma diferença importante de percepção. Entre jovens de 18 a 24 anos, 39,5% se dizem extremamente ansiosos para o torneio. Já entre pessoas com 45 anos ou mais, apenas 5%  demonstram o mesmo nível de entusiasmo, indicando um distanciamento maior desse público em relação à competição. Para Talita Castro, CEO do PiniOn, esse cenário mostra uma transformação na forma como os brasileiros se relacionam com o futebol e com a própria Copa.
“A Copa continua sendo um evento de enorme relevância cultural, mas hoje ela é vivida de maneiras diferentes. Existe o entusiasmo tradicional, especialmente entre os mais jovens, mas também uma visão mais crítica e seletiva, que reflete tanto o desempenho recente da seleção quanto às mudanças no consumo de esporte e entretenimento”, afirma a executiva.
Entre emoção e comportamento: como o brasileiro vive a Copa hoje
Mesmo com a mudança na percepção, a Copa segue sendo um evento essencialmente coletivo. A maioria dos brasileiros (46,7%) prefere assistir aos jogos em casa com amigos ou familiares, enquanto 17,8% optam pela casa de terceiros. Apenas 19,8% acompanham as partidas sozinhos.
Ao mesmo tempo, a experiência se torna cada vez mais digital. Quase metade dos entrevistados (49,1%) afirma comentar os jogos em tempo real em redes sociais ou aplicativos de mensagem, mostrando que o consumo do evento hoje combina interação presencial e online sendo a segunda tela parte quase inerente da experiência.
“O comportamento do torcedor se expandiu. A Copa não acontece apenas na TV, mas também nas conversas, nas redes sociais e nas experiências compartilhadas. Isso amplia o potencial de conexão do evento e cria novas oportunidades para marcas e plataformas”, explica Talita.
Rituais permanecem e rivalidades seguem fortes
Apesar das mudanças no comportamento, alguns hábitos continuam presentes. Entre os entrevistados, 21,9% pretendem usar camisas de Copas anteriores, enquanto 34,3% planejam adquirir uma nova peça para o torneio. Já no campo emocional, a rivalidade segue sendo um dos principais elementos da experiência. A Argentina lidera como a seleção que os brasileiros mais gostariam de ver eliminada (35,3%), seguida por Alemanha (25,2%) e França (17,1%).
“Mesmo com uma relação mais diversa com o futebol, a Copa ainda mobiliza emoções muito fortes. A rivalidade, o pertencimento e o ritual coletivo continuam sendo pilares importantes dessa experiência”, conclui a executiva.
O levantamento foi realizado por meio do aplicativo mobile do PiniOn, com 1582 entrevistados de todas as regiões do Brasil, compondo uma amostra representativa nacional.
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