Com produção da La Casa de la Madre, Reverb e Webedia lança documentário

A música inspira, alivia dores e ajuda a dar voz a diversos grupos na sociedade. O universo dessa arte que transforma é tema do documentário “Ensaio sobre a música”, produzido pela La Casa de la Madre em parceria com o portal Reverb – primeira plataforma focada em criação e distribuição de conteúdo inspiracional por meio da música – lançada pelo Rock in Rio e Webedia em agosto deste ano. Com direção e roteiro de André Castilho e Pedro Miguel de Oliveira, o filme aborda as sensações que a música transmite para as pessoas.

Castilho explica que a ideia criativa do documentário foi inserir personagens reais dentro de um espaço cênico, apropriando-se da linguagem de videoclipes, criando um grande plano contínuo para ir revelando as histórias. “Já que falaríamos sobre música, pensamos em proporcionar uma experiência sensorial aos espectadores. O resultado é uma imersão no universo da música através de um filme que mistura instalação artística, teatro, show musical e documentário. Tudo isso integrado com a brilhante trilha composta e produzida pelo músico Xuxa Levy”.

A premissa do filme é a de que para cada pessoa, a música tem um significado especial. Para comprovar isso, o início do documentário apresenta depoimentos de artistas consagrados como Ivete Sangalo, Tom Zé, Alcione, Emicida e Letícia Novaes. Para a cantora baiana, “a música são ondas que vão e reverberam, atingindo outras pessoas”, enquanto para Alcione, a música “é um estado pleno de oração”.

Ouvir música, no entanto, não é apenas um entretenimento ou algo para relaxar e reduzir o estresse do dia a dia. Ela pode trazer benefícios para a saúde. A jornalista e advogada Andrezza Rodrigues, por exemplo, usou a música para superar a esclerose múltipla, doença degenerativa que ataca os neurônios, afetando todos os sistemas do corpo. Ela afirma que, durante o tratamento, as sessões de fisioterapia transformaram-se em aulas de balé e garante: “trabalhar o físico é muito bom, mas exercitar a alma com a música é formidável”.

Na medicina, a música também é utilizada no combate a ansiedade. O médico e músico Vidal Sbrighi, ex-integrante da Os Poligonais, banda paulista de bossa nova, foi um dos precursores a incentivar a música em cirurgias. Para ele, isso ajuda reduzir a ansiedade antes do início do procedimento. “No final, é pau no jazz”, brinca.

Já para a rapper Rosa Luz, a música representa ter uma voz na sociedade. Com 22 anos, nascida e criada na periferia do Distrito Federal, ela se tornou famosa por seu discurso contra a transfobia. “As pessoas, às vezes, não conseguem dialogar racionalmente sobre um assunto, mas a música tem um fator fundamental para isso”, diz.

Esse pensamento é compartilhado pelo diretor geral do Reverb, Rafael Rosa. “Nosso objetivo é inspirar pessoas, reverberando de forma positiva na vida de todos que gostam, vivem e se relacionam com a música. No Reverb, falamos sobre tudo e sobre todos. Somos plurais, pois sabemos que boa música e histórias inspiradoras são feitas e vividas por todo tipo de pessoas”, afirma. Ele ainda diz que “a música pode ser o grito de uma nação ou o refúgio de um indivíduo. Pode ser a bandeira de um protesto e o sonho de um mundo melhor. É palco para quem precisa ter voz e é aquilo que nos une.”

O CEO do Rock in Rio, Luis Justus, lembra que ao longo dos seus 33 anos de existência, o evento inspirou muita gente como exemplo de empreendedorismo e transformação, unindo pessoas por um mundo melhor por meio da música. “Assim como a nossa, descobrimos várias histórias que acontecem diariamente e revelam o poder transformador da música na vida das pessoas. O Reverb é uma plataforma que nasceu da nossa vontade de compartilhar essas histórias incríveis e inspiradoras. É uma grande oportunidade também para os parceiros que entendem que a música é um pilar fundamental para as suas marcas e que podem se manifestar por meio dos nossos conteúdos de música, nos mais diversos formatos, trazendo inspiração para vida das pessoas com seus produtos e serviços”, diz.

De acordo com o diretor Pedro Miguel Oliveira, o processo de criação deste filme não poderia ter sido mais musical, desde o primeiro brainstorm até o último export. “Passamos por todos os tipos de estado de espírito, como se tivéssemos de percorrer todos os espectros da música antes de estarmos preparados para jogar um filme sobre ela no mundo. Sabíamos e sabemos pouco sobre o assunto. Esse foi o nosso maior desafio. Restava-nos explorá-la da forma menos superficial possível, e contamos com apaixonados por música, desde a equipe, aos personagens. Todos eles nos ensinaram um pouco do que é música e acredito que isso ficou impresso no filme”, afirma.

Assista ao documentário: