Bom dia! Deixa eu te contar uma coisa…
Esse tema pode parecer um pouco cruel e alguns vão dizer que isso é loucura minha, afinal onde já se viu eu não existir só por causa de uma IA, eu tenho um supercurrículo e isso já me basta!
Abra os olhos, respire fundo e sinta o peso da sua trajetória, vinte, trinta anos de mercado. Neste tempo todo você acumulou títulos, geriu orçamentos milionários e agora acredita que o seu “notório saber” é um porto seguro. Deixe-me dar o choque de realidade que a sua zona de conforto não permite enxergar: No novo mercado de elite, o seu passado é um cadáver se ele não tiver um rastro digital vivo. Veja, de forma alguma estou desmerecendo todo seu conhecimento, o que apendeu na jornada, isso tudo é muito importante, mas… o mundo mudou!
Estamos vivendo a maior auditoria de reputação da história. Se a Inteligência Artificial não consegue ler a sua autoridade, você simplesmente não existe. E se você não existe para o algoritmo, você está fora do jogo antes mesmo de a partida começar.
Neurologicamente falando, o cérebro humano de um decisor opera sob dois pilares: Economia de Energia e Redução de Risco. Quando o seu nome surge para uma cadeira de Conselho, a primeira reação não é um telefonema, é um “check” de reputação.
Dados de consultorias de recrutamento executivo no Brasil são implacáveis: 92% dos headhunters de boards utilizam o LinkedIn como ferramenta primária de validação de autoridade antes de qualquer contato. Se a sua presença digital é um vácuo, a amígdala cerebral do decisor dispara um sinal de RISCO. Sem rastro, não há confiança, e sem confiança biológica, não há assento.
O “quem indica” como conhecíamos morreu! O que estou tentando dizer é que antigamente somente o “quem indica” valia, mas o jogo mudou, hoje a indicação é apenas o gatilho que leva à auditoria digital. Se o seu legado está trancado em atas de reuniões sigilosas, você está pagando o Imposto da Invisibilidade.
O “Hidden Market” e a engenharia do Valor
Você sabe por que a sua assessoria de marca pessoal é uma questão de sobrevivência financeira? Porque 85% das vagas de conselho no Brasil ocorrem via “Hidden Market” (mercado oculto), apenas 15% das cadeiras são publicadas abertamente.
Nesse mercado de elite, a força da sua marca pessoal, o famoso ser lembrado de forma estratégica no momento em que a vaga surge, é o único critério de entrada. Não se trata de “dar opinião” ou ser um executivo experiente, estamos falando de ser uma figura estratégica para governança e sucessão.
O currículo em PDF por sí só morreu! Ele é o passado estático tentando sobreviver em um presente fluido, onde 71% dos processos de seleção de conselheiros já são influenciados diretamente pela liderança de pensamento (thought leadership) do candidato. Se você não pauta o seu setor, você está permitindo que o mercado aplique um “desconto de valuation” no seu nome, por isso a importância de você estar ativo em redes como LinkedIn, além de um bom trabalho de networking.
Por isso que sempre digo com base numa expressão cunhada pelo meu grande amigo e dealmaker Ricardo Bellino que diz: “A minha marca precede meu negócio.”. Me aproveitando a ideia e parafraseando para o contexto deste artigo, eu diria que “A marca que precede a cadeira”
Muitos conselheiros e conselheiras precisando compreender que há algo que precede o marketing pessoal e o próprio crachá: a sua reputação.
· Antes do crachá: Ela abre as portas que o currículo não consegue.
· Depois do crachá: Ela é a única coisa que permanece com você.
No meu método de Neuro-Strategic Deployment, nós paramos de comunicar apenas currículo e passamos a comunicar Soberania, Reputação e Posicionamento. Um(a) conselheiro(a) soberano(a) não entrega apenas horas de reunião, ele(a) entrega Visão, Repertório, Posicionamento, Autoridade e Confiança.
A ciência comprova: um estudo realizado com quase 500 executivos no Brasil e Portugal mostrou que uma marca pessoal forte está diretamente ligada ao sucesso profissional, à empregabilidade e ao bem-estar pessoal. Não é ego. É Gestão de Ativos intangíveis.
A reflexão que deixo aqui é: Você é o seu Ativo ou Passivo?
O Brasil está formando uma nova classe de influência executiva. De um lado, os “inquilinos de cargos” que rezam para que sua rede de contatos analógica sobreviva, mesmo sem fazerem nenhum movimento para mantê-las estrategicamente ativas. Do outro, os(as) Conselheiros(as) Soberanos(as), que utilizam a Inteligência Artificial e o Neuromarketing como exoesqueletos de autoridade.
A IA não vai substituir o conselheiro, mas o conselheiro que usa a tecnologia para escalar seu rastro de autoridade vai extinguir o analógico ou no mínimo terá uma enorme vantagem.
Você tem dois caminhos hoje: continuar sendo o segredo mais bem guardado da sua indústria/mercado, ou assumir a engenharia da sua própria percepção.
O que você tem “contado” para que o mercado perceba você como uma marca de valor real?
A auditoria sobre o seu nome está acontecendo agora. O que a IA está dizendo sobre você?
A cadeira é temporária, já o seu nome é o seu único ativo proprietário e inconfiscável.
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Paulo Moreti | Blindagem estratégica de reputação para executivos | Personal Branding Advisor
