Live do Sinapro-Bahia debate as questões de gênero na propaganda

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A recente polêmica em torno do ator Thammy Miranda estrelar a campanha publicitária de Dia dos Pais de uma marca de perfumaria reacendeu a discussão sobre as questões de gênero na publicidade brasileira. Esse será o tema da próxima live #TamoJunto, promovida pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Estado da Bahia (Sinapro-Bahia).

O convidado da semana será o militante da comunidade LGBTQIA+, editor-chefe e fundador do site Dois Terços, Genilson Coutinho. A transmissão da 14ª edição do #Tamojunto, que acontece na terça-feira (dia 18), às 10h, no perfil @sinaprobahia no Instagram, terá mediação da jornalista Suely Temporal, assessora de imprensa do Sinapro-Bahia e sócia-diretora da agência ATcom.

O site Dois Terços é um veículo baiano de notícias LGBTQIA+ fundado há 11 anos. Formando em Letras com MBA em Comunicação Corporativa, Genilson Coutinho é uma figura bastante conhecida na cena cultural de Salvador por cobrir eventos e produzir conteúdo para a mídia cultural e LGBTQIA+. Militante, Genilson participa das articulações de eventos de responsabilidade social e política, que vão desde palestras até a Parada do Orgulho LGBT de Salvador.

Representatividade – Segundo pesquisa do Instituto Patrícia Galvão, 65% das mulheres brasileiras não se sentem representadas pela publicidade. O levantamento feito pelo Instituto Geena Davis sobre Gênero na Mídia e pela J. Walter Thompson, que analisou de mais de 2 mil filmes publicitários do arquivo de Cannes Lions de 2006 a 2016, apontou que 25% desses anúncios apresentam apenas homens, enquanto 5% apresentam apenas mulheres. O estudo afirma, ainda, que 18% dos anúncios trazem apenas vozes masculinas, contra menos de 3% se comparado apenas vozes femininas.

 

A representatividade da comunidade LGBTQIA+, de acordo com pesquisa feita pela startup sem fins lucrativos Todxs Brasil, era de apenas 0,47% nas propagandas brasileiras em 2017. Percentual irrelevante, quando comparado à estimativa de que 18 milhões de pessoas compõem a população LGBTQIA+ brasileira e de que o poder de consumo deste público movimentou US$ 107 bilhões, em 2018, no Brasil, segundo levantamento da assessoria corporativa LGBT Capital.