Diversidade e inclusão motivam a ABA a iniciar comunicação acessível

A ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), cujo propósito é mobilizar o marketing para transformar o marketing e a sociedade, de acordo com seus três pilares de atuação – conexão e conhecimento, advocacy e internacionalidade –  tomou a decisão de iniciar uma comunicação mais acessível em 2020.

Diante dos impactos provocados pela pandemia do Coronavírus, migramos as reuniões dos nossos nove comitês para o ambiente virtual, criamos os Webinares ABA, exclusivo para nossos associados, e a Web Série “Perspectiva – Uma visão Setorizada da Inovação”, feita em parceria com o Grupo Croma, para todo o mercado, com o objetivo de mostrar como a união entre concorrentes é importante também em momentos de crise.

Nesse contexto, entendemos nosso papel como associação, de promover o protagonismo colaborativo no debate dos grandes temas estratégicos do marketing de forma empática, diversa e inclusiva.

Pensando nisso, a necessidade de remanejar nossos dois maiores eventos – o ENA (Encontro Nacional de Anunciantes) 2020 e ABA Summit, que vão ocorrer respectivamente em 17 de novembro e 3 de dezembro, também de forma virtual, foi decisivo para motivar a Entidade a iniciar uma comunicação mais acessível. Adotaremos a tradução simultânea em libras (Língua Brasileira de Sinais) nas duas ocasiões. A Lei N° 10.436/02, que dispõe sobre Libras, a reconhece como a segunda língua oficial do Brasil e prevê seu uso em ambientes públicos e privados, com o objetivo de proporcionar acessibilidade e visibilidade à comunidade de surdos.

“Queremos que cada vez mais pessoas tenham acesso aos melhores conteúdos sobre comunicação e marketing produzidos pela ABA, assim como ser exemplo de boas práticas em prol da representatividade, para influenciar as transformações sociais com responsabilidade. São milhões de brasileiros que têm o direito de ter acesso a conteúdos, por leitura em braille ou língua dos sinais.  ”, afirma Sandra Martinelli, presidente executiva da ABA.

Dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 24% da população brasileira se autodeclara com algum tipo de deficiência, ou 7%, considerando um refinamento do estudo, no qual foram especificadas apenas deficiências mais severas.

A ABA aderiu também ao movimento #PraCegoVer para postagens nas suas redes sociais, sendo esta uma sugestão de seu Comitê Jurídico, presidido por Dra. Eliane Quintella, Legal Marketing and Litigation Senior Manager, Brazil da Danone.

Muitas pessoas já viram a hashtag #PraCegoVer no Facebook, mas poucos usuários sabem exatamente qual o seu significado. O projeto pretende disseminar a cultura da acessibilidade nas mídias sociais, focando nas pessoas com deficiência visual. A ferramenta permite que o deficiente visual saiba o que está escrito nas imagens postadas.

Segundo o IBGE, no Brasil existem cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, e desses, 585 mil são totalmente cegas. Contudo, essa iniciativa surgiu dos livros e partiu da professora Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva.

Dentro desta perspectiva, a ABA divulgou este ano o Guia ABA para Diversidade e Inclusão “A Abordagem de um Profissional de Marketing”, elaborado pelos Comitês de Branding & Conteúdo e de Comunicação da ABA, presididos, respectivamente, por Kellen Silverio, Diretora de Marketing da Hasbro do Brasil, e Regina Teixeira, Diretora de Assuntos Corporativos da PepsiCo.

“Como profissionais de marketing, proprietários de orçamento e tomadores de decisão, temos uma oportunidade incrível de criar mudanças no nível do sistema. Como a WFA (World Federation of Advertisers), da qual a ABA integra o Conselho Executivo, explorou na série Better Marketing, existem milhões de maneiras de acelerar e atender essa chamada, e a comunicação acessível é uma delas.”, finaliza Martinelli.