A tradução dos planos e ideias para a comunicação em si exige conhecimento,
auto e técnico, mas principalmente humildade
A gente fala tanto de comunicar, contar pros stakeholders quem a gente é, mas
como a gente traduz isso tudo em imagens, cheiros, sons, cores? Como traduzir
quem você é, o que você faz e por que você é a escolha certa em um mundo em
que textão, vídeo longo e “exclusividade na chegada” é praticamente impossível?
Se saber quem você é já é uma força hercúlea, dá pânico ter que traduzir isso para
outras milhares de pessoas, cada uma com sua percepção, história e realidade.
Mas existem estudos, técnicas, métricas, bases e, principalmente, pessoas que
fazem essa mágica se tornar realidade.
Confie nas pessoas que sabem e PRECISAM estar envolvidas no processo. Uma
marca não nasce e não se estrutura do zero. Existe – com toda a certeza desse
mundo – mentes humanas por trás de seu nascimento e posicionamento, e essas
pessoas precisam ser parte da construção da sua ‘fachada/layout/cara’. Saber
quem você é reduz em 500% a chance de fazer caca e criar algo que não condiz
com sua realidade ou que não vai entregar o que precisa ou o que deveria. Inclua
no seu processo os donos da marca, aqueles que conhecem a identidade com
clareza e intenção.
Você não é diretor de arte. Todo mundo tem ideias incríveis. Cores, fontes, textos,
imagens e sons que funcionam, não tem absolutamente nada a ver com seu gosto
pessoal. Existem milhões de milhares de estudos da mente humana (e isso B2C e
B2B, ok?) para entender como cada coisa atua no nosso cérebro. Marcas sérias
não são verde, vermelha ou rosa por que é a cor favorita de alguém, elas querem
passar uma mensagem e a neurociência, a Teoria das Cores e outras cadeiras,
embasam essa escolha.
É IMPRESCINDÍVEL dominar as ferramentas de criação para tirar a ideia do papel.
Até a Inteligência Artificial que está tão próxima da autônoma, precisa de uma
mão habilidosa para operá-la. Assim, o que te diz que você administrador, seu
primo do financeiro, seu amigão da faculdade de engenharia ou sua amigona
formada em letras, serão as pessoas para fazer a coisa rodar. Criar, embasar e
layoutar exige técnica e conhecimento.
Para tirar uma ideia do papel o processo é cauteloso, mas se nas mãos certas,
simples. Primeiro saiba quem é você ou qual a mensagem que você deseja passar.
Entenda onde você quer chegar com o que está comunicando e defina um
objetivo para aquilo, em seguida reúna as pessoas relevantes no processo, crie
um briefing coerente e claro (precisando de uma ajuda aqui veja “O Briefing
Perfeito” que escrevi para o Grandes Nomes da Propaganda), aceite que os
entendedores do assunto tomem a frente… a ideia e a aprovação é sua, mas
reunir, contar e dar autonomia a bons profissionais é o segredo.
Ligia Kallas – Comunicação e Marketing
