CESeC estimula debate sobre os danos causados pela proibição de determinadas drogas

Na última segunda-feira (20), chegou às ruas e ao universo web a campanha “Da proibição nasce o tráfico”. Criada pelo CESeC (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania), a iniciativa identifica a necessidade de se pensar novas abordagens de desconstrução da “guerra às drogas” no Brasil e propõe uma campanha de mídia e comunicação que vá além dos argumentos anti-proibicionistas usados junto ao público não sensibilizado para o tema. Imagens criadas por consagrados cartunistas – Laerte, Leonardo, André Dahmer, Arnaldo Branco e Angeli – já podem ser vistas em busdoors e mobiliário urbano, assim como no hotsite da campanha: www.daproibicaonasceotrafico.com.br.

Por meio de estratégias criativas de comunicação e com a ajuda de parceiros engajados no tema, o objetivo da iniciativa é demonstrar como o modelo de “guerra às drogas” falha em seu principal objetivo: garantir a segurança e o bem-estar da população, permitindo que todos exerçam plenamente sua cidadania.

De acordo com Julita Lemgruber, do CESeC, a proibição joga na ilegalidade um mercado cada vez maior e que movimenta bilhões de dólares por ano: “Em outras palavras, dá ao crime organizado sua principal fonte de lucro, enquanto tira das mãos do Estado sua capacidade de regulação. Também afasta as pessoas mais afetadas pelo uso dessas substâncias dos serviços de saúde e cuidado, pois, com medo, preferem se esconder a pedir ajuda. Por fim, sujeita as grandes e pequenas cidades a uma guerra sem fim, sacrificando, sobretudo, a vida de policiais e de moradores das periferias brasileiras”.