Coluna Mercado Digital, por Roberto Calderon
Quando eu cheguei ao Comitê de E-commerce do Brasil, achei que ia discutir tecnologia.
Plataforma, meio de pagamento, frete, fraude. Tudo isso entrou na pauta, claro. Mas o que mais me ensinou foi outra coisa: gente.
Na mesma mesa sentavam pessoas que, no dia seguinte, disputavam o mesmo cliente. Agência com agência, loja com loja, fornecedor com fornecedor.
Concorrente também ensina
A primeira lição foi essa. O mercado só cresce quando quem compete aceita aprender junto.
O consumidor brasileiro não confiava em comprar pela internet. Nenhuma empresa sozinha ia mudar isso. Foi preciso muita gente dizendo a mesma coisa, do mesmo jeito, por anos.
Quem sentava à mesa pensando só no próprio negócio ia embora cedo. Quem ficava saía maior do que entrou.
Ferramenta muda, gente fica
A segunda lição eu levo pra toda conversa com dono de empresa.
A ferramenta que parecia definitiva num ano estava velha no outro. O que atravessava as mudanças era o time: quem sabia ouvir o cliente, quem media o que fazia, quem pedia ajuda cedo.
Nas empresas que deram certo, a tecnologia sempre veio depois da pergunta certa. Nunca antes.
O que eu faço com isso hoje
Fui presidente do Comitê e hoje sou conselheiro. Continuo aprendendo ali.
E levei essa lição pra BCX Capital and Holding. A gente entra na empresa como time, ao lado do dono, e não como mais uma ferramenta na pilha. Estratégia, tecnologia e gente trabalhando junto, com a semana medida.
Se você é do mercado de comunicação e nunca sentou numa mesa de entidade, vale o convite. O que se aprende ali não está em curso nenhum.
Roberto Clapes Calderon, conhecido no mercado como Roberto Calderon, é investidor e estrategista da BCX Capital and Holding. Mais sobre a trajetória dele em robertocalderon.com.br/trajetoria.


