A Mutato, agência social-first do grupo WPP, lança o Community Lab, hub de community building que opera a partir de metodologia proprietária baseada em cultura e comunidades. Parte da área de Cultura & Insights da agência, o novo núcleo foi criado para ajudar marcas a saírem da lógica de contexto – centrada em momentos e oportunidades pontuais – e passarem a atuar de forma contínua dentro da cultura, conectadas a comunidades, conversas e sistemas em movimento.
Partindo da premissa de que cultura não é recorte, é continuidade, o Community Lab estrutura uma operação dedicada à leitura, interpretação e tradução das dinâmicas que emergem das comunidades, conectando esse repertório às decisões de marca e de negócio e transformando interações em fonte permanente de inteligência cultural.
Nesse modelo, o papel de CM é ressignificado: não é mais sobre community management, é sobre community building. O community management deixa de ser apenas gestão de presença em redes sociais e se transforma em um sistema de inteligência baseado em comunidades, com foco em entender padrões, códigos, linguagens e movimentos que emergem das pessoas e traduzir isso em estratégias concretas, em vez de apenas reagir a calendário e acontecimentos.
Reforço com repertório de cultura
Como reforço para essa frente, a Mutato anuncia a chegada de Ketyanne Silva. Com mais de nove anos de experiência na interseção entre cultura digital, influência e inovação, Ketyanne já atuou com marcas como Itaú, Unilever, Amazon, Nubank, Visa, Pepsi e BBC Digital, conectando comportamento, dados e tecnologia para gerar impacto de reputação à conversão.
Idealizadora do Planilhas de Pretos, fundadora da Dakkar Hub de inovação e criadora do Giro de Fofocas do LinkedIn e da newsletter Fofoquinhas, ela leva para o Community Lab uma visão que combina repertório cultural, rede, inclusão e inovação.
“Hoje não basta entrar em conversas ou reagir a momentos. A questão é entender como a cultura se organiza em torno de comunidades e qual é o lugar legítimo da marca dentro desses sistemas. O Community Lab nasce para dar conta dessa complexidade, unindo comportamento, dados, tecnologia e IA generativa para transformar sinais culturais em estratégias concretas, de reputação à geração de negócios”, diz Ketyanne.
“A chegada da Ketyanne reforça o que o Community Lab se propõe a fazer: tirar as marcas da lógica de reação e colocá-las operando dentro da cultura. Ela traz uma leitura afiada de comunidades, influência e dinâmicas sociais, além de uma prática consistente de construção de redes e inclusão. É exatamente esse tipo de olhar que transforma interação em inteligência e comunidade em vantagem competitiva real para as marcas”, completa Ana Machado.
Ketyanne responderá diretamente para Izabella Demercian, diretora de Cultura & Insights, que já fazia parte do time da Mutato e vai aportar expertise de dados ao Community Lab, conectando o trabalho de leitura cultural com ferramentas de insights e IA da agência.
De acordo com a Mutato, o Community Lab responde a uma necessidade estrutural das marcas: desenvolver a capacidade de entender e operar comunidades como parte central da sua atuação, tratando conversas como insumo estratégico e enxergando comunidades como sistemas ativos de produção cultural. Mais do que gerenciar canais, o foco passa a ser construir comunidades em torno de causas, narrativas e experiências que aproximem a marca dos espaços onde a cultura acontece de fato.
