Rejeição maior a conteúdos patrocinados amplia busca por vozes mais próximas e confiáveis
O uso de microinfluenciadores vem ganhando espaço entre marcas que buscam crescer de forma mais orgânica no Brasil, especialmente em momentos de lançamento. Em vez de priorizar apenas grandes nomes e alcance massivo, empresas têm apostado em comunidades de nicho e em relações mais próximas com o público como forma de gerar confiança e acelerar a conversão.
O movimento acompanha uma mudança no comportamento do consumidor nas redes sociais. Com a saturação de conteúdos patrocinados e a busca por formatos percebidos como mais autênticos, as marcas passaram a investir em estratégias capazes de criar conexão contínua com o público, combinando alcance, influência e presença em nichos específicos.
Entre as empresas que adotaram essa estratégia está a Machu Picchu Energy, marca de bebidas energéticas naturais recém-chegada ao Brasil. Embora conte com nomes de grande alcance, como Nicolas Prattes e John John Florence, em ações de posicionamento e construção de marca, a empresa também estruturou seu lançamento a partir de estratégias com microinfluenciadores, aliando educação, experimentação e presença em comunidades segmentadas e alinhadas ao universo da marca.
“Mais do que garantir um alcance massivo logo no lançamento, queríamos adentrar comunidades e nichos de forma mais natural e orgânica, gerando conexões verdadeiras com o nosso posicionamento”, afirma Carolina Bassili, diretora de marketing da empresa.
Segundo a executiva, os microinfluenciadores cumprem um papel estratégico ao aproximar a marca do consumidor. “Eles possuem algo que muitas celebridades não têm: uma comunidade próxima e alta taxa de conversão por confiança. Precisamos de defensores da marca que falem com nichos específicos e que de fato validem o nosso posicionamento”, diz.
A estratégia, no entanto, não se limita ao curto prazo. De acordo com Bassili, o modelo tende a evoluir ao longo do tempo, acompanhando o amadurecimento da marca no mercado. “Nossa estratégia com microinfluenciadores é always on. O foco pode sair do momento de descoberta e ir para a fidelização, mas eles permanecem como base da nossa prova social e sustentação orgânica”, explica.
A executiva destaca ainda que a estratégia da marca passa pela combinação entre criadores de nicho e parcerias de longo prazo com atletas e celebridades alinhados aos valores da empresa. “Hoje, uma estratégia bem-sucedida não se resume ao algoritmo ou à viralização, mas à capacidade de a marca se inserir na rotina do consumidor de forma orgânica, consistente e relevante”, conclui.
