tecnologia pode destravar até US$ 2 trilhões e elevar produtividade global
A inteligência artificial no fulfillment deve gerar entre US$ 1,3 trilhão e US$ 2 trilhões anuais nas próximas duas décadas, segundo a McKinsey & Company. Esse volume financeiro reflete uma mudança estrutural: a tecnologia assume papel central na gestão de estoques e rotas, aumentando a previsibilidade operacional e reduzindo custos estruturais.
Na prática, empresas que adotam IA já registram redução de até 15% nos custos logísticos e diminuição de 35% nos níveis de estoque. Esses sistemas processam volumes massivos de dados em tempo real para prever a sazonalidade e otimizar a alocação de produtos nos centros de distribuição. Isso resulta em operações mais enxutas, eliminando gargalos que antes só eram percebidos após a falha ocorrer.
Mas controlar custos é apenas metade da equação. O verdadeiro valor emerge quando a IA converte dados brutos em decisões. Paulo Lelis, sócio-CIO da Lope Digital Commerce, avalia que o setor vive um momento de consolidação técnica que permite aprimorar modelos preditivos.
“A tecnologia não substitui a expertise humana, mas oferece a base de dados necessária para decisões mais rápidas. Conseguimos antecipar demandas e evitar rupturas antes que elas impactem o consumidor, garantindo o cumprimento rigoroso dos prazos”, analisa o executivo.
Essa precisão redefine a relação com o cliente final. Segundo relatório da SOTI, 73% dos consumidores afirmam que uma entrega ruim os tornaria menos propensos a comprar novamente daquele varejista.
“Nesse cenário, a área deixa de ser vista apenas como um centro de custo para atuar como alavanca de retenção. A IA nos dá a agilidade necessária para que a experiência de entrega seja tão positiva quanto a de compra, transformando a performance operacional em vantagem competitiva”, complementa Lelis.
A expectativa do mercado é que essa maturação continue acelerada, podendo elevar a produtividade do setor em mais de 40% até 2035, segundo a OpenXcell. Com a transformação digital avançando, a inteligência artificial se consolida como infraestrutura essencial para uma logística centrada no cliente, financeiramente mais eficiente e capaz de sustentar negócios estratégicos.
