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AGOSTO SAFIRA – Vetores para a Captura de Valor

“Vetores da Transformação”

Ao longo da história, a SAFIRA simboliza lucidez, sabedoria, serenidade, saúde mental e confiança. No panorama contemporâneo, ela representa a capacidade de manter a lucidez em ambientes complexos. Ler cenários com precisão, separar sinal de ruído, reconhecer os próprios limites e vieses e agir com discernimento mesmo sob pressão ou incerteza são evidências claras de lucidez.

Nesse mesmo panorama, Valor é o benefício econômico, social, ambiental e humano gerado para múltiplos stakeholders — no presente e no futuro — e não apenas o lucro financeiro obtido.

Nossa jornada durante este mês será despertar em você estímulos para a aplicação prática desse conceito moderno de Valor, em um ambiente tão dispar e conturbado como o que vivemos.

Por que isso é importante?

O valor não desaparece em períodos de incerteza. Ele muda de direção. As organizações que prosperam são aquelas capazes de identificar essa mudança antes dos concorrentes e transformar oportunidades emergentes em resultados concretos. Diferentemente de criar, Capturar Valor consiste em transformar oportunidades futuras em resultados concretos por meio de capacidades organizacionais deliberadamente desenvolvidas.

Panorama Estratégico

O conceito de valor está deixando de ser unidimensional (lucro) para tornar-se multidimensional (prosperidade sustentável). Essa mudança exige uma transformação igualmente profunda na forma como as organizações pensam, decidem, operam e lideram.

A empresa deixa de ser apenas produtora de bens e serviços e passa a ser uma organização que gera prosperidade. Para isso, é desafiada a operar diante de quatro vetores:

1. Da eficiência para a relevância
2. Do crescimento para a prosperidade
3. Da competição isolada para os ecossistemas
4. Da gestão de recursos para a gestão de capacidades

Veja a seguir um exemplo concreto da aplicação prática do primeiro vetor (da eficiência para a relevância):

Durante décadas, as organizações buscavam responder: “Como produzir mais, com menor custo?”

Hoje, a pergunta tornou-se: “Estamos resolvendo um problema que continuará sendo relevante?”

A eficiência continua sendo necessária, mas deixou de ser suficiente.

Há vinte anos, grande parte do valor do Setor Elétrico estava concentrada em: • Geração – Transmissão – Distribuição – Venda de Energia.

Hoje, o mercado remunera organizações capazes de resolver desafios muito mais amplos, como: • Eficiência Energética • Armazenamento de Energia • Flexibilidade da Demanda • Digitalização da Operação • Inteligência para Decisões Energéticas

O cliente não compra apenas quilowatts-hora. Ele compra: • Previsibilidade – Segurança – Economia – Sustentabilidade – Competitividade.

O valor migrou do produto para a solução.

Transformações semelhantes estão evidentes nos demais vetores e em vários setores da economia.

Durante décadas, muitas organizações de saúde cresceram medindo seu sucesso por indicadores como: • Número de leitos • Número de consultas • Número de cirurgias • Faturamento • Quantidade de convênios

No segundo vetor (do crescimento para a prosperidade), o novo paradigma tornou-se: “Como gerar mais valor para pacientes, profissionais, operadoras, sociedade e acionistas?”

Os indicadores, portanto, passaram a ser: • Redução do tempo de espera • Menor taxa de infecção • Recuperação mais rápida • Atendimento mais resolutivo • Redução de resíduos hospitalares

Na minha percepção, esses quatro vetores não são apenas tendências. Eles representam uma mudança de paradigma de gestão. Em um ambiente caracterizado por volatilidade, inteligência artificial, mudanças geopolíticas, pressão por rentabilidade, transformações demográficas e novas expectativas dos stakeholders, eles oferecem uma nova forma de pensar as organizações.

Moral da História

As grandes transformações observadas no mercado de energia, na saúde, no varejo, na indústria e em diversos outros setores revelam um mesmo fenômeno: o valor não desaparece, ele migra. Migra dos produtos para as soluções, da escala para a inteligência, da competição para os ecossistemas e dos ativos físicos para as capacidades organizacionais.

Para refletir

• Que valor o seu negócio tem capturado nos últimos tempos?

• Qual é o seu pipeline de captura de valor para os próximos 90 dias?

Nos procure se desejar avançar neste assunto ou em temas correlacionados à captura de valor nos negócios.

Abraços,

Raimundo Sousa
Mentor e Estrategista de Negócios.

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