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Ondina lança Lina e entra no mercado de gestão de carreira de creators
Depois de quase dez anos atuando em projetos de comunicação, publicidade e marketing de influência pelo lado das marcas, o Grupo Ondina passa a ocupar uma nova posição nesse mercado. O grupo lança a Lina, empresa dedicada à gestão de carreira e ao assessoramento comercial de creators.
A nova operação nasce a partir da experiência acumulada pela Ondina na relação com marcas, agências e influenciadores. Ao longo desse período, a empresa participou de 500 projetos e campanhas de influência, trabalhou com cerca de 5.000 creators e desenvolveu projetos para marcas como Amend, Alfaparf, Sephora e grupo Smart Beauty (Dolce&Gabbana Beauty, Moroccanoil), entre outras.
Essa experiência também revelou uma mudança no próprio mercado: enquanto a creator economy ganhou relevância para as estratégias de comunicação dos anunciantes, a profissionalização da gestão de carreira dos talentos passou a exigir estruturas mais especializadas. É nesse espaço que a Lina pretende atuar, indo além da intermediação de campanhas para trabalhar posicionamento, desenvolvimento comercial, negociações, contratos, processos e novas oportunidades de negócio.
“Depois de tantos anos trabalhando com influência do lado das marcas, entendemos muito de perto o que faz uma parceria funcionar e onde estão os principais ruídos dessa relação. A Lina nasce dessa experiência. Queremos usar esse repertório para construir carreiras com mais estratégia e criar relações mais consistentes entre creators e marcas”, afirma Alexia Chlamtac, sócia da Lina e fundadora da Ondina.
A Lina estreia com um casting formado por Bia Gremion (@biagremion), Luma Ajady (@lumaajady), Mari Rodrigues (@aquelamari), Manuela Rodrigues (@manu.br), Vica Escobar (@vicaescobar), Paula Jacob (@pjaycob) e Cristiano Avelino (@tiocris.psi).
Os sete nomes transitam por diferentes territórios de conteúdo e foram selecionados a partir de critérios que consideram identidade, repertório, relação com suas comunidades e potencial de desenvolvimento.
Apesar de o Brasil ter uma creator economy cada vez mais diversa, o mercado ainda mantém uma forte concentração no Sudeste, onde estão 56% dos criadores de conteúdo. Ao mesmo tempo, pesquisas apontam uma demanda crescente por influenciadores locais. Dados da pesquisa Marketing de Influência e Regionalismo 2024 mostram que 69% dos brasileiros já acompanham influenciadores regionais e 58% dizem sentir falta de creators que abordam temas específicos de suas regiões. É nesse espaço que a Lina também pretende atuar, ampliando sua curadoria para além do eixo Rio–São Paulo e aproximando marcas de criadores que traduzem diferentes culturas, comportamentos e públicos do país.
“Mais do que construir um casting grande, queremos construir um casting que faça sentido. São pessoas com universos bastante diferentes, mas que têm identidade clara e espaço para desenvolver novas histórias, formatos e negócios. Nosso trabalho é entender onde cada uma quer chegar e construir esse caminho junto”, diz Alexia.
Do job à gestão de carreira
A atuação da Lina começa antes da chegada de um briefing. A empresa parte da leitura de cada creator como marca e negócio para mapear posicionamento, repertório, território de conteúdo, histórico de parcerias, potencial comercial e objetivos profissionais.
A partir desse diagnóstico, a operação trabalha em quatro frentes: estratégia de carreira, inteligência comercial, organização operacional e acompanhamento contínuo. Na prática, isso inclui prospecção, avaliação de oportunidades, elaboração de propostas, precificação, negociação, contratos, alinhamento de escopo, acompanhamento das entregas e pós-campanha.
A proposta também prevê o desenvolvimento de oportunidades que ultrapassem a publicidade tradicional. Produtos próprios, UGC, programas de afiliados e licenciamento estão entre os caminhos que podem ser trabalhados de acordo com o perfil e os objetivos de cada talento.
“Existe uma discussão muito grande sobre profissionalização da creator economy, mas ela não passa apenas pela qualidade do conteúdo. Existe todo um negócio acontecendo fora da câmera. Contratos, precificação, planejamento, escolha das marcas, recorrência e desenvolvimento de carreira precisam acompanhar a evolução que o mercado de influência teve nos últimos anos”, completa Alexia.
A experiência da Ondina com anunciantes é um dos pilares do modelo da nova empresa. A proposta é usar o conhecimento adquirido na contratação e gestão de projetos de influência para tornar a relação entre creators, marcas e agências mais estruturada, reduzindo ruídos e dando maior clareza às negociações e entregas.
Para os próximos 12 meses, a expectativa da Lina é chegar a um casting de cerca de 60 a 80 nomes, mantendo a proposta de curadoria e ampliando gradualmente a presença de creators de diferentes regiões do país.