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BR Media revela força dos festivais como territórios de influência cultural no Brasil

Em uma era marcada pela disputa constante pela atenção, os festivais de música estão assumindo um papel que vai além do entretenimento. Mais do que reunir artistas e público durante alguns dias, esses eventos passaram a funcionar como espaços de convivência, produção cultural e construção de memória coletiva que ultrapassam os limites do evento e permanecem ativos nas redes sociais. É o que aponta o estudo “Festivais de Música como Território Cultural de Influência”, realizado pela BR Media, único player full service de marketing de influência da América Latina. O levantamento analisou 1.720 conteúdos orgânicos publicados por criadores de conteúdo em festivais brasileiros entre 2024 e 2026 para entender como as conversas se desenvolvem antes, durante e depois dos eventos.
A pesquisa identificou que o período anterior aos festivais musicais concentra o maior volume de conversas entre usuários. Conteúdos relacionados a line-ups, dicas, planejamento, deslocamento, looks e recomendações ajudam a criar expectativa e influenciam decisões dos participantes semanas antes do evento acontecer. Nessa fase, a taxa de talkability – métrica que mede a capacidade de um conteúdo estimular conversas, interpretações e discussões espontâneas – atingiu seu melhor desempenho entre os três momentos analisado. Nesse estágio, os creators atuam principalmente como curadores da experiência, contribuindo para a construção de expectativa e repertório cultural em torno dos festivais.
“Durante o festival, a marca disputa espaço com a própria experiência. É a fase em que estar presente não basta, é preciso fazer parte do que está sendo vivido. E os creators são quem colocam a marca dentro do momento. Isso significa pensar ativações não apenas como experiências físicas, mas como geradoras de histórias. Mais importante do que a entrega em si é a capacidade de criar situações que as pessoas queiram registrar, compartilhar e comentar. Nesse contexto, conteúdos rápidos, visuais e contextuais, capazes de registrar a experiência em tempo real, tendem a ganhar força”, explica Andrea Cabral, diretora de Data Insights da BR Media.
Para analisar esse comportamento, a BR Media avaliou diferentes indicadores de influência digital, como engajamento, compartilhamento (sinal de confiança e endosso), favorabilidade (percepção e sentimento positivo) e talkability. A leitura considera não apenas alcance, mas também, os diferentes sinais sociais que ajudam a explicar como a influência é construída ao longo da jornada dos festivais.
A experiência termina, mas a conversa continua
É depois dos shows que aparece um dos achados mais relevantes da pesquisa. Ao contrário do que se poderia imaginar, o encerramento dos festivais não representa o fim da experiência. O período posterior aos eventos registrou os maiores índices de engajamento e compartilhamento observados pelo levantamento.
A taxa média de engajamento chegou a 6,32%, enquanto o índice de compartilhamento alcançou 6,38%, superando os resultados das fases anteriores. O índice de compartilhamento é quase quatro vezes superior ao registrado durante os festivais, evidenciando a força da memória e da recomendação social na circulação dos conteúdos.
Os resultados sugerem que o impacto dos festivais não se encerra com a programação. Depois dos shows, as experiências passam a ser reinterpretadas e revisitadas por meio de TBTs, vídeos e relatos pessoais, mantendo o assunto em circulação e prolongando sua relevância cultural nas redes sociais. Nesse momento, os creators deixam de atuar como narradores para assumir o papel de editores da experiência. São eles que selecionam os momentos mais marcantes e ajudam a definir quais lembranças permanecerão em circulação após o encerramento do evento.
“Um dos dados mais emblemáticos do estudo é que o potencial de compartilhamento cresce justamente quando o festival termina. Isso demonstra que o valor desses eventos está também na capacidade de gerar histórias, referências e lembranças que permanecem relevantes depois do último show”, explica Andrea.
Outro ponto de destaque é o papel crescente de fandoms e UGC (User Generated Content, ou conteúdos gerados pelos usuários). Comunidades, grupos de interesse e conteúdos produzidos pelo próprio público aparecem como agentes importantes na circulação das experiências e na manutenção das conversas após os eventos. Segundo o estudo, conteúdos gerados por usuários têm potencial de produzir até dez vezes mais talkability do que conteúdos tradicionais de influência, reforçando o papel das comunidades na construção de significado em torno dos festivais.
“Os festivais se consolidaram como alguns dos principais territórios de influência cultural da atualidade. Eles conectam pessoas em torno de interesses comuns, estimulam a criação de comunidades e geram conversas que ultrapassam o tempo e o espaço do evento. Para as marcas, o desafio é contribuir para essa experiência de forma útil e relevante, sem interromper uma conversa que já existe”, finaliza Thiago Bispo, presidente da BR Media.
Para conhecer a pesquisa na íntegra, acesse o link.
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