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Porto Alegre entra no mapa da IA com estreia do OMNI Brasil AUSTRAL
A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma realidade vibrante e provocativa na criação audiovisual. No dia 3 de outubro de 2026, Porto Alegre será a porta de entrada da América Latina para uma das discussões mais dinâmicas da cultura contemporânea: a chegada do OMNI Brasil AUSTRAL, a edição latino-americana do OMNI International AI Film Festival www.omnifilmfestival.com/
O evento é apresentado pela Escala, uma das agências de publicidade mais tradicionais e premiadas do sul do país. A iniciativa marca um movimento estratégico da agência em liderar e provocar conversas sobre a transformação da criatividade.
Muito além da tecnologia: a transformação da criatividade
Criado em Sydney em 2024, o OMNI consolidou-se como a principal plataforma global de cinema nativo com IA. Com um catálogo construído a partir de mais de 8.400 submissões vindas de 105 países — e um júri internacional que já contou com cineastas renomados como George Miller (Mad Max) e Alex Proyas (Eu, Robô) —, o festival desembarca no Brasil trazendo uma seleção criteriosa de curtas-metragens premiados e produções de criadores brasileiros.
A escolha de Porto Alegre e do Instituto Ling não foi por acaso. A capital gaúcha se posiciona como um ecossistema pulsante de inovação e cultura, mas que ainda carecia de um encontro dedicado exclusivamente a investigar o impacto real da IA generativa no audiovisual.
Para a Escala, viabilizar a vinda do festival é parte integrante de um processo contínuo de evolução interna, conectando suas áreas de criação, estratégia, dados e tecnologia.
“A inteligência artificial está ampliando o que é possível criar, mas a discussão mais relevante começa depois da ferramenta: o que fazer com essas novas possibilidades? O OMNI coloca essa pergunta no centro, aproximando tecnologia de ideias, repertório, autoria e criatividade. Para a Escala, estar próxima dessa discussão faz todo sentido: é uma oportunidade de acompanhar o que está sendo criado no mundo, colocar a criatividade brasileira nessa conversa e, principalmente, contribuir para a construção do que vem depois.” destaca Beto Lopes, Sócio e Diretor Executivo de Criação da Escala.
“A visão é acompanhada pelos co-CEOs e sócios da agência, Renata Schenkel e Rodrigo Dipp.”
“Para nós, trazer o OMNI não é uma ação isolada. É parte de uma transformação que já está acontecendo dentro da Escala”, reforça Renata Schenkel. “Acreditamos que uma agência precisa estar não apenas acompanhando as mudanças da indústria, mas criando espaços para experimentar, discutir e participar delas.”
“IA, para nós, não é uma conversa sobre tecnologia isolada, nem apenas sobre fazer mais rápido ou produzir mais. É sobre combinar criatividade, dados e tecnologia para entender melhor os desafios das marcas e dos negócios, criar conexões mais relevantes com os consumidores e ampliar o valor que a Escala gera para seus clientes.”, acrescenta Rodrigo Dipp.
A origem do projeto e a ponte com o cenário internacional
A chegada da mostra à capital gaúcha nasceu da inquietude e das conexões do mercado audiovisual. O diretor criativo Felipe Galvão, parceiro local do OMNI Brasil, relata que o estopim veio de uma provocação de Roberto Lopes sobre a necessidade de movimentar a cena cultural da cidade. A partir da trajetória de seu curta-metragem Casinha 83 por circuitos de festivais, Galvão estabeleceu contato com a organização global do OMNI e viabilizou a edição brasileira.
“Tudo começou com uma provocação do Roberto. Eu reclamava que Porto Alegre precisava de mais eventos e ele me perguntou: ‘Então por que tu não faz?’. Aquilo ficou comigo”, conta Felipe Galvão. “Quero que as pessoas saiam do OMNI entendendo que a inteligência artificial já faz parte do nosso mercado. Entendo o medo e a antipatia inicial por conta de discussões éticas reais, mas virar as costas não resolve. A melhor maneira de enfrentar o desconforto é buscar conhecimento e explorar novas formas de fazer cinema.”
O cofundador do festival internacional, Aryeh Sternberg, reforça o entusiasmo com a estreia na América Latina: “O Brasil sempre teve instintos criativos extraordinários”, afirma Sternberg. “O que estamos vendo no cinema generativo com IA é que as ferramentas estão se tornando mais acessíveis, mas o ofício necessário para usá-las bem não mudou. Porto Alegre é a cidade certa para iniciar essa conversa.”
Programação: cinema, linguagem e desafios jurídicos
O OMNI Brasil AUSTRAL será realizado em formato imersivo ao longo do sábado, 3 de outubro, das 14h às 19h30, no Instituto Ling. A programação intercala blocos de exibição de curtas-metragens globais com palestras e painéis de debate:
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Blocos de Exibição: Seleção de curtas do acervo global do OMNI (incluindo mostras premiadas como Visions of Tomorrow, Iterations, Hyperphantasia, OMNI Shanghai & Sounds), com obras de cineastas internacionais e brasileiros.
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Palestra Jurídica — Além dos créditos: A advogada Camila Galvão (fundadora da Galbot.Co e mestra pela PUCRS) abordará os desafios regulatórios do cinema com IA, como direitos autorais, uso de imagem, voz e responsabilidade.
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Palestra de Linguagem — Tempos Modernos: O diretor de cena Lucas Fogs (com mais de 10 anos de experiência em publicidade) discutirá como a IA generativa faz o cinema resgatar o impacto das novas ferramentas sobre a própria linguagem narrativa.
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Debates e Networking: As conversas ao vivo serão mediadas por Aryeh Sternberg e Felipe Galvão, encerrando com uma hora dedicada ao networking entre público, palestrantes e realizadores.
A iniciativa conta ainda com o apoio institucional da ARP (Associação Rio-Grandense de Propaganda) e do SINAPRO-RS (Sindicato das Agências de Propaganda do RS), unindo as principais entidades do setor no fortalecimento da economia criativa regional.
SERVIÇO
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Evento: OMNI Brasil AUSTRAL — OMNI International AI Film Festival
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Apresentação: Escala
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Apoio Institucional: ARP, SINAPRO-RS e INSTITUTO LING.
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Data: Sábado, 3 de outubro de 2026, das 14h às 19h30
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PROGRAMAÇÃO:
14h30 – Abertura OMNI Brasil
14h50 – OMNI Film Selection – Bloco 1 – Mostra de Filmes
15h45- Palestra: Para além dos créditos, os desafios jurídicos do cinema feito com IA, com Camila Galvão
Autoria, uso de imagem e voz, vieses, transparência e responsabilidade entram em cena. Até onde podemos delegar à IA aquilo que antes dependia exclusivamente da criatividade humana? Quando a tecnologia participa da criação, quem é o autor e quem responde pelo resultado?
16h15 Coffee Break
16h30 – OMNI Film Selection – Bloco 2 – Mostra de Filmes
17h00 – Participação – Davi Moori – Diretor filme em IA – Sinuca de Bico.
17h15 – Palestra: Tempos Modernos, com Lucas Fogs
A IA e a relação do cinema com as grandes mudanças tecnológicas incorporadas à linguagem. Com a evolução exponencial da inteligência artificial generativa na produção cinematográfica, o cinema volta a olhar para o que foi, é e será diante do impacto de uma nova ferramenta no uso da linguagem e da expressão artística e narrativa. E não é a primeira vez.
17h45 – OMNI Brazil Painel
18h30 – Networking
19h30 – Encerramento
*Classificação Indicativa: 14 anos.
Conheça os palestrantes:
Aryeh Sternberg é cofundador e curador do OMNI International AI Film Festival, criado em Sydney em 2024. Tecnólogo criativo e produtor, atua na interseção entre inteligência artificial, tecnologias imersivas e narrativa, desenvolvendo iniciativas voltadas à expansão das possibilidades criativas de cineastas e produtores independentes. Também trabalha com vídeo, música e storytelling generativos, defendendo uma abordagem centrada na participação humana durante todo o processo criativo.
Camila Galvão é advogada, fundadora da Galbot.Co e sócia do Galvão Advogados Associados. Mestra em Direito pela PUCRS e autora do livro Inteligência Artificial, Discriminação Algorítmica e o Dever de Diligência dos Administradores. Foi pesquisadora do Tecnopuc Law e da Rede de Inteligência Artificial Ética e Segura, dedicando sua atuação acadêmica e profissional aos impactos jurídicos e regulatórios da inteligência artificial.
Lucas Fogs é formado em Realização Audiovisual pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e atua há mais de 10 anos como diretor de cena em publicidade. Dirigiu para grandes agências e clientes como Brahma, Visa, Pitaco, Zaffari, Chiquinho Sorvetes, KTO, Stone, Sicredi, Dakota, Multiplan, Uniritter, Unimed, Caixa, Governo Federal, Ministério da Saúde, Governo do Rio Grande do Sul e Prefeitura de Porto Alegre.
Felipe Galvão é diretor criativo baseado em Porto Alegre. Tem 18 anos de carreira em animação e publicidade, com Silver Lion em Cannes por The Mind Guardian, além de Ouro no Clio, El Ojo de Iberoamérica, MAD Stars e El Sol. Atua como jurado no Clio Awards, Cresta Awards, Digiday AI Awards, KCAIF (Coreia do Sul), Altera e AI Movie Awards. É produtor executivo do OMNI Brasil e professor da pós-graduação em Ilustração e Motion Design da PUCRS.
Davi Moori é diretor e criador audiovisual baseado em São Paulo, com atuação em projetos de publicidade e entretenimento. Desde 2007, desenvolve trabalhos por meio da produtora Videocubo e, mais recentemente, pelo estúdio criativo Nave Madre. Com uma trajetória que atravessa direção, edição, design de som e composição musical, seu trabalho explora narrativas por meio de técnicas mistas, experimentação e linguagens audiovisuais híbridas.