quarta-feira, junho 10, 2026
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Faculdade Cásper Líbero lança política para uso de IAs

A Faculdade Cásper Líbero, primeira escola de Jornalismo da América Latina, acaba de lançar sua política de inteligência artificial generativa, documento institucional que estabelece diretrizes para o uso ético, crítico e responsável de IA por estudantes e professores dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Audiovisual e Pós-Graduação em Comunicação.

A iniciativa posiciona a instituição entre as faculdades brasileiras que vêm estruturando diretrizes institucionais sobre inteligência artificial no ensino superior. O diferencial da política da Cásper é ter sido construída especificamente para o campo da Comunicação, uma das áreas mais impactadas pelas transformações provocadas pela inteligência artificial generativa.

Enquanto instituições de ensino começam a discutir os impactos das IAs em aprendizagem, avaliação e produção acadêmica, ainda são raras as políticas voltadas especificamente para a formação de estudantes de comunicação em temas como autoria, desinformação, deep fakes, credibilidade da informação, ética editorial e responsabilidade pública.

“O debate não pode ser tratado como se estivéssemos diante de uma tecnologia periférica. A inteligência artificial já atravessa as profissões da comunicação e já faz parte da realidade dos estudantes. O papel da faculdade é orientar como essas ferramentas podem ser usadas de maneira ética, crítica e responsável”, afirma Marcelo Santos, Diretor da Cásper Líbero.

O documento reconhece que estudantes e professores já utilizam ferramentas generativas no cotidiano acadêmico e estabelece parâmetros claros sobre transparência, autoria, verificação de informações, proteção de dados e integridade acadêmica.

Entre os principais pontos da política, estão a obrigatoriedade de declaração do uso de IA em trabalhos acadêmicos; revisão dos modelos de avaliação para evitar substituição do pensamento crítico por automação; diretrizes específicas para Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Audiovisual; regras sobre deep fakes, desinformação e uso de dados pessoais; orientações para professores sobre preparação de aulas e atividades.

Além disso, o documento incentiva o debate sobre o uso das IAs em sala de aula.

“A comunicação é o campo da produção de sentido, da mediação entre fatos e públicos e da disputa narrativa. Quando ferramentas generativas entram nesse território, o que está em jogo não é apenas produtividade. São questões como autoria, confiança pública, credibilidade da informação e responsabilidade ética”, explica Santos.

O documento da Faculdade Cásper Líbero foi construído a partir de revisão de documentos e diretrizes internacionais de instituições como University of California, University of Oxford, University of Toronto e University of Liverpool, além de observar princípios da LGPD, da legislação brasileira de direitos autorais e dos códigos de ética das profissões da comunicação.

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