Estrategista tem vice-presidência do Conselho da Mulher da ACRJ
Taiana Jung assume a vice-presidência do Conselho Empresarial da Mulher no Ambiente de Negócios da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). A nova gestão inicia 2026 com agenda voltada à ampliação da presença feminina nos espaços de decisão e ao fortalecimento da governança no ambiente empresarial.
A chegada ao Conselho ocorre em um momento em que a discussão sobre diversidade avança para além da representatividade simbólica. Embora a presença feminina em conselhos tenha crescido nos últimos anos, ela ainda está distante da paridade nas empresas brasileiras.
Para Taiana, a questão não é apenas equilíbrio de gênero, mas qualidade institucional. “Governança define como decisões são tomadas e quais riscos entram na conta. Quando ampliamos a diversidade nesses espaços, ampliamos também a capacidade de sustentar escolhas no longo prazo”, afirma.
Sua trajetória ajuda a explicar essa visão. Antes de se tornar a estrategista que orienta deliberações da alta gestão de empresas, esteve na Amazônia Ocidental acompanhando os efeitos de grandes empreendimentos sobre comunidades impactadas por decisões tomadas à distância. “Foi ali que entendi que decisões econômicas nunca são abstratas. Elas alteram rotinas, renda e expectativas. Muito antes de o ESG virar sigla, o desafio já estava posto”, diz.
Formada em Geografia e Psicologia, com mestrado em pesquisa social, ela transitou do território para a estratégia empresarial mantendo a mesma pergunta como eixo de atuação. Como estruturar decisões que levem em conta seus efeitos sobre as pessoas e os lugares onde as empresas operam?
Há 18 anos à frente da Logos Consultoria, empresa especializada em governança e responsabilidade corporativa, Taiana passou a atuar junto a companhias de grande porte na organização de modelos de governança e políticas de relacionamento comunitário. Empresas apoiadas por sua consultoria representam parcela relevante do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Hoje, além da vice-presidência na Associação Comercial do Rio de Janeiro, integra conselhos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) e do Conselho Estadual de Empreendedorismo Feminino do Rio de Janeiro, além de lecionar na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Para ela, ampliar a presença feminina não é apenas uma pauta de inclusão, mas de sustentabilidade institucional. “A participação feminina precisa ser estrutural. Conselhos precisam refletir a complexidade da sociedade. Responsabilidade corporativa não é tendência. É critério de decisão”, afirma.