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Abril Verde – Crescimento Sustentável

“O Valor Extraordinário dos Times”

Uma das imagens mais marcantes do retorno da missão Artemis II foi o reencontro emocionante entre os astronautas e as equipes que trabalharam nos bastidores para tornar tudo possível.

Após a abertura da escotilha da cápsula Orion, no dia 10 de abril de 2026, membros da equipe médica entraram primeiro na espaçonave. Eles cumprimentaram os astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen —, fizeram uma avaliação inicial rápida e ofereceram suporte imediato antes da saída triunfante de cada um.

Por que isso importa?

Times de alta performance sabem que resultados sustentáveis começam pela condição humana. Em qualquer ambiente — seja no espaço, em uma empresa ou em uma startup —, é essencial priorizar o bem-estar e a preparação das pessoas. Permitir que a equipe médica entrasse primeiro na cápsula exigiu clareza de papéis, confiança técnica absoluta e treinamento rigoroso. Esse gesto simples revela uma cultura de cuidado e excelência coletiva.

Panorama Geral

O programa Artemis da NASA é um dos maiores projetos colaborativos da história moderna. Com mais de 30 países envolvidos e estimativa de mais de 100 mil pessoas impactadas direta ou indiretamente, ele vai muito além da exploração espacial: reafirma a liderança científica e tecnológica global, estabelece presença sustentável no polo sul da Lua e pavimenta o caminho para futuras missões a Marte.

Uma edição recente da Harvard Business Review (HBR) — maio/junho de 2026 — traz um estudo inspirador sobre a formação de times de alto desempenho no artigo “How to Build a Superteam That Keeps Getting Better”, de Ron Friedman. Seus princípios se aplicam perfeitamente à experiência da Artemis II e a organizações dos mais diversos tamanhos e setores.

Na essência, os “superteams” são aqueles que cultivam uma cultura de melhoria contínua, experimentação constante, curiosidade e aprendizado rápido. Empresas como Microsoft, Spotify, Adobe, Meta, Netflix e Amazon adotam esses hábitos. No Brasil, casos como Nubank, iFood, Vale, Itaú e Magazine Luiza também servem como referência.

De acordo com a pesquisa do autor, esses times possuem três forças principais em comum:

Conseguem realizar mais gerenciando melhor tempo, energia e atenção;

Ajudam uns aos outros de forma ativa e generosa;

Estão sempre construindo novas habilidades e evoluindo continuamente.

A integração dessas forças resulta em práticas transformadoras: realizar mais experimentos (mesmo quando tudo vai bem), tornar a curiosidade contagiosa, fazer a pergunta que muitos líderes evitam (“No que você está travado?”), “arregaçar as mangas” ao lado da equipe e oferecer feedback focado em aprendizado, entre outras.

Moral da História

Grandes resultados sustentáveis raramente são obra de uma única pessoa ou empresa. Eles surgem de coalizões bem estruturadas aliadas a times de alta performance que operam com clareza, confiança e propósito compartilhado.

Seja em projetos de escala civilizacional como a Artemis II, seja em iniciativas menores do dia a dia, a força dos superteams torna-se fator crítico de sucesso — gerando valor não só para a organização, mas para toda a sociedade.

Recomendo que você conheça mais sobre essa edição da HBR. Se precisar de ajuda para entender melhor ou aplicar essas recomendações na sua equipe ou empresa, é só falar.

Abraços,

Raimundo Sousa

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