Uma coprodução Globo Filmes e GloboNews, “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres Peixe” acaba de ser selecionado para o Hot Docs, um dos maiores festivais de documentários do mundo, que em 2025 promove sua 32ª edição entre os dias 24 de abril e 4 de maio, em Toronto, no Canadá.
O filme realizado por mulheres da aldeia Sawre Muybu faz sua estreia internacional no evento e representa o Brasil na mostra competitiva World Showcase, concorrendo também ao Prêmio Bill Nemtin de Melhor Documentário de Impacto Social. Acompanhando a notícia sobre seu lançamento internacional, “Mundurukuyü” revelou hoje também seus cartazes.
O Hot Docs é o segundo festival a selecionar “Mundurukuyü” para sua programação. O filme também será exibido no brasileiro É Tudo Verdade, que acontece simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre 3 e 13 de abril.
Produzido pela Pindorama Filmes, o longa é dirigido pelo coletivo audiovisual munduruku Daje Kapap Eypi, composto pelas diretoras Aldira Akay, Beka Munduruku e Rilcélia Akay, que também assinam o roteiro ao lado de Estêvão Ciavatta. A trama retrata a vida nas margens do rio Tapajós, no Pará, onde a floresta das mulheres peixe espelha a mitologia Munduruku, e essas mulheres usam câmeras de cinema para proteger a Amazônia das forças que destroem a floresta.
Carta das diretoras
“Para nós, diretoras, é importante estar fazendo este filme porque estamos contando a história que antigamente era contada oralmente, e hoje a gente conta através de documentários. Estamos sempre acompanhando a evolução da tecnologia, nós como jovens indígenas, e usando estas ferramentas de forma favorável para nós. Documentários com histórias, falando sobre a luta do povo Munduruku, sobre as invasões que acontecem dentro do território, como uma forma de levar a nossa voz para fora. O filme MUNDURUKUYÜ – a floresta das mulheres peixe é muito importante para a gente valorizar as nossas histórias, os nossos conhecimentos através de um filme e isso é muito legal porque a gente pode levar nossa história para outros lugares. Uma imagem, uma voz, que pode ser ouvida em outros cantos, não como antigamente como a gente poderia sentar e ouvir…que também é muito bom, mas hoje em dia isso é muito difícil de acontecer e a gente tenta acompanhar isso de alguma forma, então o filme tem esta importância de valorização da nossa cultura e da nossa história, que ainda continua muito viva apesar de muitos anos de invasão, de destruição dentro do território. A gente ainda não perdeu a nossa língua, nossas histórias, nossos lugares sagrados, e a gente continua resistindo. Sawé!”
FICHA TÉCNICA:
Direção: Aldira Akay, Beka Munduruku, Rilcélia Akay
Roteiro: Aldira Akay, Beka Munduruku, Estêvão Ciavatta, Rilcélia Akay
Produção: Estêvão Ciavatta
Produção Executiva: Renata Carpenter, Carolina Ribas
Fotografia e câmera: Carlos Araió Nascimento
Edição: Luana Bazhuni
Arte: Nelson Porto
Consultoria: Honésio Munduruku
Produtora: Pindorama Filmes
Coprodução: Daje Kapap Eypi, Globo Filmes, GloboNews
Duração: 72 minutos
Ano: 2024
País de produção: Brasil
SINOPSE
Nas margens do Tapajós, no Pará, a floresta das mulheres peixe espelha a mitologia Munduruku, onde humanos, na origem do mundo, se transformaram em floresta, plantas e animais. No dia-a-dia da aldeia Sawre Muybu, os espíritos da floresta não são apenas forças espirituais ancestrais, mas parte da família.