quarta-feira, abril 15, 2026
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Drift se apresenta como empresa de operações audiovisuais 

Em um cenário em que a tecnologia generativa ainda provoca debates entre entusiasmo e cautela no mercado publicitário e audiovisual, a Drift assume um posicionamento claro: a tecnologia não é ameaça, nem substituição, nem modismo. É um braço estratégico a serviço da narrativa, da eficiência e do negócio.

A Drift nasce como parte do ecossistema da Beta Rede e se apresenta ao mercado como uma empresa de direção de operações audiovisuais com tecnologia generativa, ampliando o entendimento tradicional do papel de uma produtora.

Mais do que executar filmes, a Drift estrutura sistemas narrativos escaláveis, capazes de se desdobrar em campanhas, bancos de imagem proprietários, ativações híbridas, conteúdos institucionais e projetos de entretenimento.

“O audiovisual é uma ferramenta de possibilidades. Pode ser um filme de 30 segundos ou um sistema inteiro de imagens que sustenta uma comunicação ao longo do tempo. A tecnologia generativa faz parte do nosso arsenal, mas não é o centro dele”, afirma Diego Locatelli, cofundador e diretor de sistema criativo da Drift.

Processo antes da ferramenta

A operação da Drift parte de uma lógica publicitária clássica: definição de personagens, construção de roteiro, validação de storyboard e alinhamento estratégico com os objetivos do cliente.

Nesse processo, a empresa também investe na geração de seus próprios dados e bases de referência, garantindo maior autoria nas criações e segurança no uso dos modelos. A preocupação com a governança das informações e com o acompanhamento jurídico das obras faz parte da estrutura da operação, oferecendo mais previsibilidade e proteção tanto para os projetos quanto para os clientes.

Essa lógica de adaptação constante inspira o próprio nome da empresa. No automobilismo, drift é o ato de deslizar com controle, metáfora que traduz a proposta da companhia de navegar entre tecnologia, linguagem e modelo de negócio com segurança, mesmo em terrenos instáveis.

Inserção no ecossistema Beta Rede

A Drift integra o ecossistema da Beta Rede, holding de comunicação orientada à transformação de negócios. Segundo Rimaldo de Sá, CEO da Beta Rede e cofundador da Drift, o foco está menos na ferramenta e mais no problema a ser resolvido.

“Priorizamos a compreensão profunda de contexto, comportamento e dados para ajudar nossos clientes a se manterem relevantes. As necessidades do mercado continuam as mesmas — vender mais, diferenciar produtos, construir marca —, mas as formas de atendê-las precisam evoluir constantemente”, explica o executivo.

As empresas da holding operam em “modo beta”, com testes e reformulações contínuas, oferecendo soluções que vão além da publicidade tradicional e atendem mercados nacionais e internacionais.

Cases que marcam a trajetória

Desde o início da operação, a Drift já realizou 24 projetos, todos com uso de tecnologia generativa em alguma etapa do processo. A empresa adota uma abordagem híbrida de produção, combinando geração de imagem, captação tradicional e abertura de câmera quando necessário para ampliar realismo e flexibilidade narrativa.

Entre os principais destaques está o lançamento no Brasil do Haval H6 2026, da montadora chinesa GWM. O filme, criado pela Jellyfish e Madcc, foi produzido com uso de imagens geradas por tecnologia generativa, mantendo o fluxo tradicional da criação publicitária e utilizando o Veo como base estrutural para geração visual.

A empresa também integrou o projeto institucional dos 100 anos do Laboratório Fleury, além de desenvolver soluções híbridas em colaboração com a Asics, conectando imagens geradas por tecnologia à campanha global da marca.

Em poucos meses de atuação, a empresa foi selecionada para o AIC (Artificial Intelligence Competition), festival da Human Academy, concorrendo nas categorias Short Film e Commercial.

Para os próximos três anos, a Drift projeta atuação global, com foco na expansão para o mercado asiático (especialmente a China) e no fortalecimento nos setores institucional, entretenimento e comunicação pública.

Escala, eficiência e próximos passos

A Drift parte de uma lógica simples: tempo não é apenas prazo, é potência criativa. Ao operar com fluxos mais inteligentes, a empresa amplia em cerca de 40% a capacidade de desenvolvimento, não para fazer mais rápido, mas para explorar melhor cada projeto. Esse ganho se traduz em mais versões, mais testes e mais caminhos sendo construídos com intenção ao longo do processo.

Com isso, o investimento deixa de estar concentrado em uma única entrega e passa a ativar um sistema narrativo contínuo, capaz de se desdobrar em múltiplos conteúdos, formatos e ativações com consistência. No fim, não se trata de produzir mais, mas de extrair mais valor criativo, estratégico e narrativo de cada movimento.

A Beta Rede

A Beta Rede é uma holding especializada em comunicação formada por sete empresas – Prósper (publicidade), Camisa 10 (marketing promocional), Buzz.me (marketing digital), Node Analytics (análise de big data), Ecosocial Inteligência (estudos de ecossistemas sociais e de mercado) e Drift (direção de operações audiovisuais com tecnologia generativa), com sede em Vitória (ES).

Os sócios

Diego Locatelli é diretor de projetos audiovisuais. Desenvolve narrativas que combinam recursos tradicionais e tecnologias emergentes para alcançar um objetivo essencial: contar boas histórias. Entre filmes publicitários, conteúdos autorais e experimentações com imagens geradas por inteligência artificial, seu trabalho busca sempre o equilíbrio entre conceito, estética e emoção.

Ao longo da carreira, tem colaboração com marcas como Nubank, Itaú, Coca-Cola, Shell, Meta, Ambev, Havaianas, General Motors, entre outras, conduzindo projetos que transitam entre o cinema, a publicidade e o futuro da imagem em movimento.

 

Rimaldo de Sá é publicitário, fundador e CEO da Beta Rede. Seu portfólio tem atendimento a clientes como Vale, Sebrae, EDP, Rede Globo, Amazon Prime, Claro, Itaú, CBF e Ministérios do Turismo e do Esporte, personalidades nacionais, além de campanhas eleitorais, gestões de crises e trabalhos realizados para grandes corporações e instituições de países da América do Sul e América Central.

Reconhecido pela articulação e inovação, atua pela transformação local em diversas frentes. Foi diretor de gestão do Espírito Santo em Ação, entidade de mobilização empresarial com ativa participação na transformação do Estado, líder local do FounderInstitute em Vitória e coidealizador de alguns dos principais eventos de inovação e colaboração do Estado, como o VOS (Vale), Fábrica Lab e ESX (Sebrae ES). Sua busca por novos conhecimentos já o levou por trilhas pelos ecossistemas do Vale do Silício, da China e de Israel.

Tem em sua trajetória prêmios internacionais de publicidade conquistados com a Prósper Comunicação: Clio Health e New York Festivals (Nova Iorque), Madstars(Coreia do Sul), FIAP – Festival Ibero-Americano de Publicidade (Miami) e LIA – London Internacional Awards (Londres).
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