segunda-feira, janeiro 12, 2026
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Cabaret: Autenticidade a serviço da história

No momento em que a publicidade discute estéticas sonoras, tendências e efeitos do imediatismo, a produtora de áudio Cabaret, criadora de trilhas de campanhas premiadas, segue uma lógica própria e experiente: assumir o protagonismo justamente por saber ser coadjuvante.

A produtora domina diferentes linguagens musicais, sabe criar trilhas potentes e sofisticadas, tem repertório para produzir desde o som mais orgânico, híbrido até o sintético. Mas seu compromisso, antes de qualquer assinatura estética, está na história que precisa ser contada. É ela quem determina o que o som deve ser, não o contrário.

Para a Cabaret, uma trilha não nasce da vontade autoral de impor estilo, mas de uma escuta narrativa. Às vezes, a melhor solução é um som cru. Em outras, é textura, é pulsação digital, é atmosfera. E, não raro, é silêncio. A trilha só ocupa o espaço que a cena realmente dá, funcionando como uma compensação precisa e quase cirúrgica: entra quando falta algo, quando existe um vácuo expressivo, quando a imagem precisa respirar.

“A trilha sonora eu encaro como último recurso. Quando um ator não entregou uma piada, quando temos que ajudar a carregar uma cena, quando precisamos apimentar algo a mais, é o papel da trilha pegar o que já foi rodado, dirigido e montado e, se faltar algo, se tiver um espaço, a trilha entra para preencher”, divide Cayto Trivellato, Produtor executivo e sócio da produtora. Essa visão reposiciona a trilha sonora dentro da publicidade. Em vez de funcionar como verniz, ela passa a ser estrutura, preenchendo lacunas narrativas com precisão e sensibilidade.

Para a Cabaret, uma trilha ruim é rapidamente percebida porque tenta se destacar, buscando protagonismo quando não é seu papel, se destoa da narrativa. “A trilha boa é aquela que se encaixa de forma tão natural que o público não fala sobre ela, ele sente. Ela deixa de ser elemento isolado e vira parte do todo, atuando não como um destaque, mas como uma presença que amarra, envolve e sustenta a narrativa sem revelá-la por completo”, completa.

A autenticidade da Cabaret está justamente aí: na capacidade de ser autoral sem ser repetitiva, de ter repertório sem impor fórmula, de criar grandes trilhas sem colocá-las acima da história. Cada filme ganha uma solução sonora única porque cada história pede algo diferente. E, para a Cabaret, isso é o que define o verdadeiro rigor criativo: permitir que a narrativa conduza tudo, inclusive o som. Ele irrompe quando é necessário e se recolhe quando a força está na discrição.

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