| Estudo da Amcham Brasil e Humanizadas pauta a temporada 2026 do CEO Forum, que acontece em 16 cidades brasileiras
A Amcham lançou a pesquisa Panorama Liderança 2026, estudo realizado em parceria com a Humanizadas que orienta toda a temporada 2026 do CEO Forum da entidade, neste ano com o tema “O Desafio da Execução”. O levantamento ouviu 662 executivos e executivas de empresas brasileiras, sendo que 73% ocupam posições de decisão. A pesquisa reúne principalmente lideranças de empresas de médio e grande porte, que somam cerca de 685 mil colaboradores e faturamento estimado em R$ 814 bilhões. CEO Forum 2026 reúne mais de 5 mil lideranças Com o tema “O Desafio da Execução”, a temporada 2026 do CEO Forum da Amcham Brasil acontece entre os dias 19 de maio e 10 de junho, reunindo mais de 5 mil executivos e executivas em 16 cidades brasileiras. Ao longo da temporada, o encontro promove debates sobre:
“Cada líder que está nesta sala sabe que hoje precisamos tomar decisões cada vez mais rápidas em ambientes mais desafiadores, marcados por complexidade e incertezas. Por isso, neste ano, nós escolhemos trazer para o centro da agenda um tema determinante para as empresas: o desafio da execução”, afirmou Abrão Neto durante a abertura do CEO Forum 2026, edição São Paulo, em 27/5, no Teatro B32. Execução virou o principal desafio das empresas Segundo a pesquisa, o principal desafio das empresas brasileiras hoje não está mais na formulação da estratégia, mas na capacidade de executá-la de maneira consistente para alcançar resultados concretos.
Os principais gargalos da execução Para 42% dos executivos, a maior dificuldade está justamente em transformar estratégia em plano de ação. Outros gargalos apontados foram:
Abrão Neto destacou que a execução exige disciplina contínua das lideranças. “Enquanto a estratégia cabe em alguns slides… a execução ocupa o ano inteiro, muitas vezes inclusive os fins de semana”, afirmou. O que diferencia empresas que executam melhor A pesquisa também identificou os principais fatores presentes nas organizações com maior capacidade de entrega.
Empresas com alta capacidade de execução têm em comum:
Na leitura do CEO da Amcham, não existe uma solução única para elevar a performance organizacional. “Não há uma receita mágica e sim a necessidade de comunicação clara, disciplina e cuidado constante com os talentos”, destacou. O custo invisível de lideranças despreparadas Outro dado relevante da pesquisa aponta o impacto direto da qualidade da liderança sobre a execução e os resultados das organizações.
Principais impactos de lideranças despreparadas:
A pesquisa mostra ainda que as maiores lacunas de liderança no Brasil atualmente estão relacionadas às chamadas soft skills, especialmente: comunicação assertiva, gestão de talentos, e inteligência emocional. Como as empresas medem performance O estudo também mostra que as empresas brasileiras ainda concentram a avaliação de performance principalmente em indicadores de resultado imediato.
Principais métricas utilizadas pelas empresas:
Segundo Abrão Neto, a pesquisa indica avanço gradual em indicadores ligados à experiência e cultura organizacional, mas ainda existe espaço para fortalecer métricas voltadas à construção de vantagem competitiva de longo prazo. “É positivo notar um gradual crescimento no uso de métricas como produtividade, clima interno e satisfação do cliente. Mas ainda existe menor atenção para fatores que constroem vantagem competitiva para o futuro, como reputação, imagem e inovação”, destacou. Inteligência artificial ganha espaço na tomada de decisão O levantamento também abordou o papel da inteligência artificial no apoio às lideranças empresariais. Principais usos da IA apontados pelos executivos:
A pesquisa aponta que ainda existe espaço relevante para ampliar o uso da IA em temas como cultura organizacional, alinhamento, comunicação e gestão de pessoas. “Estratégia sem execução é commodity” Ao concluir a apresentação da pesquisa, Abrão Neto reforçou que a capacidade de execução se tornou um diferencial competitivo decisivo para as empresas. “Estratégia sem execução é commodity. Toda empresa tem plano. O valor é transformá-lo em resultados consistentes”, afirmou.
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