Por generosidade de um colega, visitei essa semana um evento sobre tecnologia que se apresenta como o “maior evento global sobre software e gestão”. Devo reconhecer que o modelo de negócios deles é -inovador- na medida em que privilegiam segmentos, tamanhos de empresas e padronagem dos espaços e os estandes.
Eventos desta natureza são atrativos para reencontramos “colegas e amigos” de jornadas passadas e presentes, e na medida do possível identificarmos cenários para os negócios. Também ratifica o crescente volume de eventos semelhantes e a “massiva” apresentação de soluções baseadas em IA. Inteligência Artificial. O sentimento é o de que o “mundo todo” não pensa em outra coisa que não seja IA.
Me fez lembrar alguns dados históricos de superabundância que desdobraram em momentos críticos para a sociedade. Nos anos anteriores à Grande Depressão houve uma superprodução agrícola e industrial nos EUA (1929-1939). Durante a Guerra Fria, tanto EUA quanto a União Soviética acumularam arsenais nucleares muito além do conflito e que nunca foram usados. A China construiu diversas cidades planejadas com infraestrutura moderna, mas muitas delas permanecem vazias, por falta de demanda.
Retomando a questão da tecnologia, e a Superabundância em IA, não é difícil perceber riscos que podem produzir “desvios” na sociedade, notadamente:
§ Desinformação e Manipulação de Conteúdo;
§ Falta de Controle e Dependência Excessiva;
§ Superprodução de Conteúdo Repetitivo;
§ Concentração de Poder nas Mãos de Poucas Pessoas;
§ Desestimulo à Criatividade e Originalidade.
Longe de pensar que sou contrário a esse movimento, absolutamente irreversível. Meu propósito com essa abordagem é estimular as pessoas a buscar o equilíbrio, diante do novo e previsível, mesmo entendendo a necessidade de rapidez diante dos fatos ao nosso redor. Neste sentido, compartilho também algumas práticas que encontrei avaliando esse fenômeno:
Seja em tecnologia, incluindo IA, seja em outras ferramentas para a modernização dos negócios, elas devem , entre diversos fatores:
§ Estar alinhadas com a estratégia das empresas;
§ Promover qualidade e governança dos Dados;
§ Promover a integração dos processos existentes;
§ Assegurar segurança cibernética;
§ Promover o bem estar e estimular a geração de riquezas.
E você? Qual é a sua avaliação sobre este momento? Em que sentido este movimento já impactou na sua rotina? E para futuro? Quais são os cenários mais prováveis que você enxerga? Contribua… Gostamos do debate! Assim todos nós aprenderemos.
Com as palavras atribuídas à Mary Douglas, segundo às quais “o risco é uma questão cultural tanto quanto cientifica; nossas reações a ele refletem nossa visão de mundo”, desejo que a tua visão de mundo assegure modernidade e temperança em benefício de todos.
Raimundo Sousa
Mentor, Consultor e Viabilizador de Negócios Vencedores.