quarta-feira, junho 10, 2026
Programa Grandes Nomes da Propaganda no canal Markket
InícioMercadoIA e sua passagem para a terra do sempre

IA e sua passagem para a terra do sempre

ALERTA: Esse texto teve participação de IA em sua construção, operação, imaginação, criação e deleite.

A IA chegou e é hora de fazer amizade com os novos moradores da
corporativosfera

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa futurista para se consolidar
como uma certeza operacional dentro das empresas. Não é mais só uma
ferramenta de apoio ou uma ideia egocêntrica, ela passa a ocupar o papel de
infraestrutura — tão essencial quanto energia, dados ou internet. Ao abandonar a
visão limitada de “máquina que responde perguntas”, a IA assume protagonismo
como motor de criação, automação de processos e transformação produtiva. Sua
capacidade de aprender, adaptar e escalar operações permite níveis inéditos de
personalização e eficiência. No entanto, essa revolução também reforça um ponto
central: o valor do capital humano. São as pessoas que co-criam, alimentam,
ensinam e refinam os sistemas, garantindo que a tecnologia não apenas funcione,
mas faça sentido.

No contexto de que a IA saiu do hype e virou infraestrutura obrigatória, observa-se
um movimento natural já visto em outras revoluções tecnológicas. Toda inovação
passa por um ciclo de descoberta, entusiasmo, experimentação,
amadurecimento e, por fim, adoção em massa. Lembrando da chegada do
“Buscador Google” e seus bots incríveis, que “eram capazes de ver tudo na
internet”, para, hoje, chegar ao patamar de derivação verbal. Eu Google, tu googas
e por aí vai… Com a IA, esse processo foi acelerado, impulsionado pela
capacidade imediata de geração de valor. O que antes era diferencial competitivo
agora se torna pré-requisito para exercer o mínimo. Empresas que não integram IA
em suas operações começam a enfrentar não apenas desvantagens, mas risco
real de obsolescência. A discussão deixa de ser “se usar” e passa a ser “como
escalar e encontrar soluções pertinentes com inteligência e governança”.
Um exemplo que escancara a presença imperativa é ver a transformação de um
conceito simples. O SEO também sofre uma transformação profunda – e não, não
é o fim – mas a evolução para um novo paradigma: o SEO para IA, ou GEO
(Generative Engine Optimization).

Nesse cenário, a IA deixa de ser apenas um intermediário técnico e passa a atuar como canal de comunicação entre marcas e consumidores. Diferente dos motores de busca tradicionais, baseados em lógica mais estruturada, os sistemas generativos operam com inteligência, contexto e inferência probabilística. Isso altera completamente a dinâmica de visibilidade: só rankear ficou no passado; ser relevante, compreensível, citado e recomendado pela IA agora é imprescindível. É um retorno à essência da publicidade — ser
lembrado e relevante —, mas agora mediado por uma inteligência não linear.

E, se é possível ter um novo funcionário que te entrega soluções, preenche a
planilha e te recomenda para seu público, imagina isso tudo formatado do jeitinho
que você (ou seu mercado, seus pares…) espera. Aqui, a IA revela seu potencial
mais brilhante: hiperpersonalização e importância de dados próprios. Alimentada
com dados consistentes e relevantes, treinada com algoritmos e inputs claros e
operada com estratégia, ela deixa de ser apenas um executor ágil e passa a atuar
como um tradutor sofisticado de comportamentos, desejos e padrões. A
personalização atinge um nível quase individual! Nesse cenário, os dados próprios
(aqueles que conversam e são parte, de fato, do seu universo) tornam-se ativos
críticos, pois garantem qualidade, segurança e diferenciação. A IA, em essência,
reflete a qualidade da “mão que opera a máquina”, potencializando decisões e
ampliando capacidades humanas.

Há ainda muito a ser compreendido sobre a Inteligência Artificial. Desde suas
bases teóricas — que tangenciam campos como matemática avançada e
computação — até suas aplicações práticas e implicações sociais, o tema exige
aprofundamento contínuo! A estrada já está pavimentada; o desafio agora é
entender como ocupá-la de forma estratégica, responsável e sustentável,
sinalizando caminhos que equilibrem inovação tecnológica com impacto
humano.

Ligia Kallas
Marketing, estratégia e comunicação

Artigos relacionados

Novidades