A experiência do cliente deve ganhar novos contornos em 2026, impulsionada pela busca crescente por interações mais humanas, empáticas e consistentes. Pesquisas amplamente reconhecidas no mercado mostram o impacto dessa mudança no comportamento das empresas. A Fundação Getulio Vargas indica que organizações com cultura empática e bem estruturada registram até 35% menos rotatividade e aumento de produtividade de até 32%, reflexo direto de ambientes internos mais saudáveis. Dados da Gallup reforçam que colaboradores que recebem reconhecimento frequente são até três vezes mais engajados, o que se traduz em melhor atendimento e maior fidelização de clientes.
Para Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços, professor convidado da FIA/USP e vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, estas tendências revelam que o consumidor não quer apenas eficiência. Segundo ele, o cliente de 2026 deseja sentir que foi visto. Ele espera menos transação e mais emoção. As marcas que conseguirem fazer com que cada interação pareça única serão as que realmente terão vantagem competitiva.
Slivnik é criador da metodologia Estratégia da Magia, que já capacitou mais de 3.500 líderes no Brasil e no exterior. Ele explica que encantamento não é um gesto pontual, mas um sistema baseado em consistência. Para o especialista, encantar significa transformar o básico em memorável e fazer com que o cliente saia com a sensação de que viveu algo que vai lembrar.
O que o cliente vai exigir das empresas em 2026
Personalização que considere o ser humano, não apenas o perfil de consumo
Estudos que analisam cultura organizacional e comportamento do consumidor mostram que a personalização influencia diretamente a lealdade. Para Slivnik, personalizar significa antecipar necessidades e perceber o que está por trás do que o cliente verbaliza. Ele afirma que quando alguém sente que foi tratado como indivíduo, e não como número, a conexão emocional acontece e a fidelização se torna mais natural.
Consistência total entre discurso e prática
O estudo The Top 20 Business Transformations of the Last Decade, da Harvard Business Review, indica que empresas que incorporam um propósito claro à cultura tomam decisões mais precisas e apresentam crescimento mais consistente. O efeito se percebe tanto no ambiente interno quanto na relação com clientes.
Atendimento empático como critério de escolha
A FGV mostra que ambientes empáticos reduzem rotatividade e aumentam engajamento. A Gallup aponta que reconhecimento frequente impulsiona a performance. Slivnik explica que esses dados se conectam ao que o cliente percebe imediatamente. Para ele, o encantamento externo é reflexo do interno. Uma equipe bem tratada cria experiências melhores para o público final.
Experiências que criam vínculo emocional
Empresas que trabalham com estímulos emocionais, como lembrar preferências e surpreender com pequenos gestos, fortalecem a memória afetiva dos consumidores. O especialista afirma que encantamento está nos detalhes e que detalhes constroem lembranças.
Como as empresas podem se preparar
Slivnik aponta três movimentos essenciais para 2026.
Fortalecer a cultura organizacional
Culturas sólidas aumentam engajamento, reduzem ruídos e impulsionam inovação.
Formar líderes capazes de inspirar pelo exemplo
Equipes engajadas são até três vezes mais comprometidas quando recebem reconhecimento constante, segundo a Gallup, o que é reflexo direto de lideranças presentes e humanizadas.
Criar rituais de encantamento replicáveis no dia a dia
Slivnik afirma que encantamento não está em grandes gestos, mas na consistência. Equipes treinadas identificam oportunidades de surpreender o cliente mesmo em situações simples.
O que diferencia as marcas que vão liderar 2026
Para o especialista, o diferencial competitivo do próximo ciclo não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade das empresas de unirem eficiência com humanidade. Ele explica que tecnologia agiliza, mas quem fideliza é a emoção. O cliente pode até esquecer o produto que comprou, mas não esquece como foi tratado. Em 2026, isso será ainda mais evidente.
