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4 ações que mostram o poder de pensar diferente nas empresas

De acordo com um levantamento da Deloitte, uma das maiores companhias de consultoria e auditoria do mundo, empresas com disposição para assumir riscos criativos têm 33% mais probabilidade de apresentar crescimento de receita no longo prazo. Mais do que uma habilidade individual, a criatividade no ambiente corporativo é um fator coletivo, capaz de gerar soluções mais humanas e transformadoras.

Nesse contexto, organizações e líderes são convidados a avaliar como estão criando espaços para novas ideias, seja por meio de projetos sociais, programas internos, dinâmicas de inovação ou ações que conectam colaboradores com diferentes públicos e desafios.

Confira, a seguir, exemplos de iniciativas que mostram como empresas estão tirando as ideias criativas do papel:

1. Investimento em projetos sociais

Ao investir em projetos sociais, empresas têm encontrado uma forma concreta de estimular criatividade, fortalecer a cultura interna e gerar impacto nos territórios onde atuam. Aliado a esse propósito, o Atados, maior rede de engajamento social do Brasil, conecta organizações interessadas em voluntariado corporativo a iniciativas culturais e comunitárias que promovem experiências criativas fora do ambiente de trabalho.

Além de ampliar repertórios e promover novas conexões, esse tipo de ação gera outros resultados: renda local, visibilidade para talentos do território e fortalecimento de redes comunitárias. “Quando uma empresa investe em cultura e voluntariado, ela não só transforma o território, mas também se transforma no processo. A criatividade nasce do encontro com novas realidades”, destaca Daniel Morais, fundador do Atados.

2. Inovação com propósito e tecnologia criativa

Criado pela arquiteta Marcia Monteiro e pelo designer de interiores Daniel Alves, o Arquiteto de Bolso nasceu em um trailer itinerante em São Paulo e virou referência ao unir tecnologia e metodologia própria para transformar ambientes de forma ágil e personalizada. Com consultorias de 90 minutos, imagens 2D/3D e guia de produtos, a empresa já transformou mais de 100 mil ambientes. Um acervo de mais de 2 milhões de imagens mapeou 30 estilos brasileiros e criou o Meu Decorado, decorado digital hiper-realista que valoriza imóveis e apoia vendas de construtoras e imobiliárias.

“Entendi que queria usar meu trabalho para gerar impacto real. O trailer foi o primeiro passo: colocamos o escritório na rua para ouvir dores verdadeiras e transformar o acesso ao serviço. Criatividade, para nós, não é estética: é criar modelos que façam sentido e resolvam problemas concretos”, afirma Marcia Monteiro, CEO e cofundadora. Para Daniel Alves, COO, CSO e cofundador, “unir método e tecnologia permitiu compreender as pessoas de um jeito que o mercado não conseguia, dando escala ao negócio, acelerando decisões e ampliando o acesso ao design de interiores.”

2. Criatividade aplicada à experiência dos colaboradores

DEA Design, agência brasileira que une branding, comunicação e espaços para construir e promover experiências de marca, prova como a criatividade pode ir além da estética, tornando-se uma poderosa ferramenta estratégica capaz de transformar a dinâmica e os comportamentos dentro das empresas.

A abordagem criativa da agência, que já impactou em média mais de 50 mil colaboradores, parte de um princípio essencial: cada ambiente precisa refletir a essência da marca e da cultura das equipes que o ocupam. Em alguns projetos, isso significou integrar obras de artistas de diversos locais do Brasil para trazer inspiração e instigar a criatividade para time de desenvolvedores.

Em outros, a agência celebrou a diversidade cultural brasileira, transformando diferentes andares de um escritório em experiências visuais conectadas aos valores e às unidades de negócios. Em espaços voltados à colaboração e à inspiração, a DEA usou elementos de interatividade que permitem trocas, referências urbanas, como lambe-lambe, grafite e paletas de cores, criando uma atmosfera mais próxima da linguagem das pessoas que o ocupam.

Ana Paula Nemoto, gestora e sócia da DEA, resume a filosofia da agência: “Independentemente do conceito, o objetivo é sempre o mesmo: usar criatividade e design para impactar comportamentos, fortalecer a cultura e tornar o ambiente de trabalho mais vivo, significativo e principalmente conectado com as pessoas”.

4. Campanhas que conectam cultura e estratégia

GINGA, agência de publicidade independente que está no mercado há 23 anos, tem se destacado por desenvolver campanhas de marketing que exploram narrativas culturais, comportamento e tecnologia para gerar conexões reais entre marcas e público. A agência aposta em metodologias colaborativas, cocriação com comunidades e leitura contínua de tendências para criar soluções que vão além do marketing tradicional e ampliam o impacto das empresas.

Com um portfólio que engloba organizações como Friboi, Kopenhagen e Mercado Livre, esse olhar multidisciplinar permite que empresas acompanhem transformações sociais e se posicionem de forma mais autêntica e relevante. “Acreditamos que pensar diferente começa por entender as pessoas e o mundo ao redor delas. Nossas campanhas buscam unir estratégia e cultura para gerar resultados que façam sentido hoje e sustentem as marcas no futuro”, afirma Pedro Del Priore.

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