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Streaming vira arena de atenção

Dados da Tunad mostram liderança da Netflix e ascensão do GloboPlay com estratégia baseada em cultura e eventos

O consumo de streaming e mídia digital no Brasil segue em alta e cada vez mais competitivo. Um novo estudo da empresa de inteligência de dados, a Tunad, revela que a Netflix mantém liderança absoluta de engajamento de marca com 47,3% de share, mas o grande destaque do período é o avanço do GloboPlay, que alcança 24,9% e se consolida como vice-líder isolado, superando players globais.

A análise, que considera engajamento baseado em volume de buscas no Google entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, mostra ainda o crescimento consistente do Prime Video (17%), enquanto o Max aparece em quarto lugar com 7%, refletindo um mercado em transformação, impulsionado por conteúdo local, eventos ao vivo e fenômenos culturais.

Segundo Ricardo Monteiro, COO da  Tunad, o levantamento identifica uma forte sazonalidade no consumo digital. Durante o período de férias escolares (janeiro e fevereiro), o volume de buscas por plataformas de streaming cresce entre 15% e 20%, com aumento relevante no consumo ao longo do dia, especialmente de conteúdos infantojuvenis e maratonas de séries.

Além disso, o estudo aponta um padrão semanal consolidado:

• Picos de consumo aos finais de semana, especialmente aos sábados à noite

• Queda acentuada às terças e quartas-feiras, indicando menor engajamento no meio da semana

Ainda de acordo com o especialista, o comportamento do público também tem sido impactado por eventos específicos. O Big Brother Brasil impulsiona o GloboPlay a partir de janeiro, criando um novo patamar de buscas diárias e reduzindo a tradicional queda de audiência no meio da semana. Já plataformas com foco esportivo, como Premiere e transmissões da Champions League no Max, apresentam picos altamente voláteis, concentrados em dias de jogos, especialmente quartas e domingos, rompendo o padrão típico de consumo de entretenimento.

Apesar da força das líderes, o estudo evidencia ainda dificuldades de alguns players internacionais. Serviços como Disney+ e Apple TV+ registram cerca de 1,6% de participação cada, indicando desafios relevantes em awareness e geração de demanda contínua fora de grandes lançamentos.

Para a Tunad, o cenário atual evidencia uma mudança estrutural no consumo de conteúdo no país. “O streaming já não depende apenas de grandes lançamentos. Ele passa a ser impulsionado por uma combinação de fatores como calendário cultural, eventos ao vivo e identificação local. Nesse contexto, o Brasil se destaca como um dos mercados mais dinâmicos e sensíveis a conteúdo de proximidade, o que acaba redesenhando o equilíbrio entre plataformas globais e nacionais”, afirma  Monteiro.

Como o estudo foi realizado?

A análise foi conduzida com base no comportamento de buscas das marcas no google. O levantamento abrange o período de 6 meses (Setembro de 2025 a Fevereiro de 2026, permitindo identificar variações de interesse ao longo do tempo, picos de busca e evolução comparativa entre as marcas.

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