Coluna Mercado Digital, por Roberto Calderon
Em 1999 eu montei uma agência digital.
Pouca gente sabia o que era isso. A gente vendia pela internet antes de existir gateway de pagamento no Brasil. Boleto, depósito, telefone pra confirmar o pedido.
Foi ali que eu aprendi a primeira coisa sobre o dono.
Ele não compra site. Ele compra a esperança de vender mais. Quando a venda não vem, não adianta o layout estar lindo. A conversa muda de tom, e com razão.
O mercado aprendendo junto
Nos anos seguintes eu vi o mercado inteiro aprender junto. Fui presidente do Comitê de E-commerce do Brasil, onde hoje sou conselheiro. Fui diretor e tesoureiro da ABRADI-SP entre 2017 e 2022. Escrevi os guias de e-commerce do Sebrae.
Em todos esses lugares, a pergunta do dono era a mesma: onde a minha venda está vazando?
E a resposta quase nunca estava na campanha.
Estava no que acontecia depois do clique. No checkout que trava. No cliente que se identificou e ninguém chamou de volta. No WhatsApp que ninguém respondeu no sábado.
A propaganda me ensinou a trazer gente. O dono me ensinou que trazer gente é metade da conta.
O que mudou no meu trabalho
É por isso que hoje eu trabalho de outro jeito.
Pela BCX Capital and Holding, a gente investe estratégia, tecnologia e time dentro da empresa. E a nossa parte sai da venda. Se a venda não acontece, a gente não recebe.
Não é discurso. É o que muda a conversa com o dono. Ele para de perguntar quanto custa e passa a perguntar onde a gente começa.
Depois de 27 anos de inovação, tecnologia e novos negócios, essa é a lição que eu mais repito: o melhor projeto é o que o dono entende e acompanha toda semana.
Se você trabalha com propaganda e está vivendo essa virada, me chama. Vale trocar ideia.
Mais sobre a minha trajetória em robertocalderon.com.br.


