quarta-feira, janeiro 7, 2026
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E-commerce alimentar cresce mais que o varejo físico

A integração entre os canais físico e digital já faz parte da realidade do varejo brasileiro. De acordo com o estudo Varejo em Movimento, realizado pela Scanntech em parceria com a McKinsey, o e-commerce do varejo alimentar registrou, no terceiro trimestre de 2025, um crescimento quatro vezes superior ao do canal físico, em comparação com o mesmo período de 2025. Dado que reforça a consolidação do digital como um motor relevante de geração de valor, que deixa de atuar apenas como canal complementar ou de pesquisa de preços para assumir um papel estratégico nas missões de compra do consumidor.
“O crescimento do e-commerce acontece em ritmo acelerado e mostra que o shopper está massivamente digitalizado. O digital influencia desde a pesquisa de preços até a decisão de compra e a percepção de valor em diversas categorias. Diante desse cenário, o varejo precisa atuar de forma consistente ao longo de toda a jornada e entre os canais, garantindo uma experiência integrada, já que praticamente toda compra hoje é, de alguma forma, impactada pelo digital.”, afirma Felipe Passarelli, Head de Inteligência de Mercado da Scanntech.
O avanço do digital é mais evidente em categorias que combinam maior valor agregado, recorrência no abastecimento e previsibilidade de consumo. Itens de higiene pessoal, fraldas e papel higiênico ampliam sua participação nas compras online, assim como bebidas de maior valor, como whisky, gin e licores. Produtos de reposição recorrente, como sabão, amaciante e detergente líquido, também ganham tração no canal digital, impulsionados pela conveniência da recompra e pela previsibilidade da demanda. Por outro lado, o canal físico preserva atributos essenciais, como disponibilidade imediata, frescor e experimentação, especialmente em cestas de perecíveis, como frutas, legumes e verduras.
Diante desse cenário, a integração entre os canais físico e digital se torna determinante. Alinhar sortimento, precificação e comunicação passa a ser um imperativo para garantir consistência na experiência de compra e atender um consumidor cada vez mais conectado, consciente e seletivo.
Nesse contexto, a capacidade de traduzir dados e comportamento do consumidor em decisões concretas tende a sustentar a evolução do varejo alimentar nos próximos anos.
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