A documentarista Maria Augusta Ramos foi nomeada Diretora de Conteúdo e Programação (DICOP) da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Diário Oficial desta sexta-feira (29). A profissional já atuava na mesma área como gerente executiva de Conteúdo desde 2023.
“Maria Augusta Ramos é uma documentarista reconhecida, que faz parte do projeto de reconstrução da EBC, iniciado em Janeiro de 2023. Sua chegada à diretoria é fruto do reconhecimento desse trabalho persistente, dedicado e de alta qualidade. Seu nome garante continuidade na estratégia da Diretoria de Conteúdo e Programação e mantém o perfil de diálogo com o setor audiovisual. Celebro ainda que, com a entrada de Maria Augusta na alta administração da empresa, está retomada a paridade de gênero na EBC”, afirma a presidente Antonia Pellegrino.
Segundo a nova diretora, seu desejo é o de consolidar e ampliar o trabalho iniciado sob a gestão da então diretora de Programação e Conteúdo, Antonia Pellegrino – atualmente diretora-presidente da empresa. “Criamos novos programas e reformulamos programas antigos com sucesso, sempre mirando um alto padrão de qualidade e nos pautando pelos valores fundamentais da comunicação pública: desenvolvimento do pensamento crítico e da cidadania, diversidade regional, de raça e de gênero e informação de qualidade”, resumiu Maria Augusta, também conhecida como Guta. Entre os marcos desse período está a reformulação do programa Sem Censura, que voltou à grade com novo formato e conquistou o Prêmio APCA 2024 de Melhor Programa de Televisão.
À frente da DICOP, Maria Augusta Ramos será responsável pela definição de estratégias e pela gestão dos conteúdos exibidos nos veículos da EBC, com o desafio de consolidar uma programação que valorize a diversidade, a cultura brasileira e o compromisso com a comunicação pública.
“A TV Brasil, as Rádios (Nacional e MEC) são espaços que se comunicam com a população brasileira e nos ajudam a pensar o Brasil. As Rádios Nacional e MEC são fundamentais para entender e manter viva a nossa memória. A TV Brasil deve ser um lugar onde a produção audiovisual brasileira, cada vez mais reconhecida mundialmente, possa ser vista”, complementou Guta, como é conhecida a diretora.
Reconhecida internacionalmente, Guta, construiu carreira no cinema documental com obras premiadas em alguns dos principais festivais do mundo. Entre seus filmes estão O Processo, Justiça, Juízo, Morro dos Prazeres, Futuro Junho e Desi, que receberam prêmios em eventos como o Festival de Berlim, IDFA (Amsterdam), Visions du Réel (Suíça), DOK Leipzig (Alemanha) e Festival de Brasília.
Em 2014, a diretora recebeu o Prêmio Marek Nowicki, concedido pela Helsinki Foundation for Human Rights, em reconhecimento à relevância de sua obra. Guta também é membro da Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS), entidade responsável pelo Oscar.