Bayer patrocina projeto social que resgata autoestima de mulheres que venceram câncer a partir de tatuagem

O câncer de mama é o tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo, depois do câncer de pele não melanoma, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos a cada ano. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil, 4 em cada 10 novos casos são de mama. Pensando na batalha de mulheres que enfrentaram a doença, a Bayer, com apoio de Bepantol® Derma e Coppertone®, se uniu para apoiar um projeto social que ajuda a resgatar a autoestima destas mulheres.

A iniciativa “Uma tatuagem por uma vida melhor”, criada pelo tatuador Miro Dantas, visa a atender, de forma gratuita, mulheres que venceram o câncer de mama, passando por mastectomia e reconstrução mamária, e agora desejam melhorar o aspecto estético, redesenhando o mamilo.

Segundo Miro, a ideia surgiu da vontade de fazer um projeto social que tornasse a tatuagem uma utilidade pública à sociedade, além de dar uma opção às mulheres que não estavam dispostas a encarar uma nova cirurgia para reconstituir o seio. “Meu objetivo é introduzir a tatuagem moderna e realista como um apoio à oncologia, auxiliando a estética após o tratamento e melhorando a autoestima da mulher”, afirma.

O procedimento é realizado no estúdio do tatuador, em São Paulo, e leva cerca de duas horas, mas pode variar dependendo do caso. Quando a mulher possui uma das mamas, o tatuador consegue tirar uma foto e reproduzir o desenho da aréola no outro seio. Antes de criar o projeto, Miro desenvolveu as técnicas que garantem uma visão em três dimensões da tatuagem dos mamilos. O resultado, na visão das próprias mulheres, não poderia ser mais realista.

Elaine Lopes foi uma das participantes do projeto. No fim de 2015, ela descobriu, a partir de uma mamografia, que estava com câncer e decidiu retirar a mama, opção que acarretava menos risco de o câncer voltar. Elaine conta que, após a cirurgia, no início de 2016, pesquisou alternativas na internet, até que descobriu o poder da tatuagem.

“O chão some, as pernas adormecem, passam milhares de coisas na cabeça. Uma delas é ´eu vou morrer´. Fiquei meses sem me olhar no espelho. Então descobri que uma tatuagem 3D poderia ser a solução para mim. Eu juntava dinheiro, mas sempre acontecia alguma coisa que precisava recorrer a esse valor reserva. Até que, em 2018, conheci o projeto em parceria com a Bayer. Hoje sou imensamente grata a tudo“, desabafa Elaine.

A gerente da categoria de dermatologia da Bayer, Cristina Hegg, conta que o projeto é muito especial e que acredita na força da autoestima como apoio na superação dos traumas da doença. “Nos emocionamos muito com todas as histórias que ouvimos durante esse trabalho. São mulheres fortes e guerreiras, que viram a sua vida mudar radicalmente. Foi gratificante ver que um gesto como este pode recuperar a autoestima perdida e tornar a vida muito melhor” afirma.

Assista ao vídeo sobre o projeto: