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Droga5/WALK ajuda a destravar criação do maior parque marinho

Após mais de duas décadas de um projeto paralisado, o governo federal anunciou na última sexta-feira, 06 de março, a criação do Parque Nacional do Albardão, que passa a ser a maior unidade de conservação marinha do Brasil. A decisão foi destravada a partir de uma mobilização inédita que uniu ciência, organizações da sociedade civil, advocacy político e criatividade. Por meio da campanha Bandeira sem Vida / Sem Azul não há Verde, criada pela WALK, hub de inovação em impacto da Droga5, foi estruturada e amplificada a atuação da coalizão SOS Oceano, ajudando a transformar o tema dos oceanos em pauta pública.
Partindo de uma ideia visual poderosa, a reimaginação da bandeira do Brasil em um símbolo de alerta ambiental, a campanha foi criada como uma estratégia de impacto e não apenas de comunicação. A metáfora “sem azul não há verde” ajudou a traduzir um debate técnico e complexo em uma narrativa acessível, capaz de mobilizar públicos diversos e ampliar o alcance da pauta para além dos círculos tradicionais do ambientalismo.
A iniciativa, que começou com ativações na Rio Ocean Week e na COP30, segue sendo amplificada por meio de conteúdos articulados nas redes sociais, projeção, OOH, influência e advocacy. Nomes como Alok, Ney Matogrosso e Anitta, entre artistas, ativistas globais, lideranças indígenas e personalidades da cultura, compartilharam a iniciativa de forma orgânica, ajudando a levar o tema a novos públicos.
Além das ações visíveis, a mobilização incluiu uma camada estratégica de advocacy institucional, responsável por fazer os materiais e mensagens da campanha chegarem a lideranças políticas nos âmbitos estadual e federal, conectando mobilização cultural e articulação política.
“Esse é um resultado de um trabalho coletivo iniciado há 22 anos por pesquisadores e organizações ambientais, e que vai existir como legado para nossos netos. É indescritível a sensação de ajudar a lançar uma coalizão de ONGs e de criar uma campanha com um resultado desse tamanho, comenta Gabi Rodrigues, Chief Impact Officer da Droga5 e líder da WALK. “Ajudamos a colocar o oceano no centro do debate público e a levar o tema às autoridades responsáveis. Essa é a melhor forma de usar a nossa criatividade: a serviço do impacto positivo”.
O parque, elaborado tecnicamente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi aprovado no maior desenho possível dentro dos objetivos ambientais estabelecidos. A criação da unidade marca um ponto de virada para a conservação marinha no País e inaugura uma nova etapa na proteção de ecossistemas oceânicos estratégicos.
“Foram mais de 20 anos de espera. A campanha Bandeira Sem Vida foi o ponto de virada que ajudou a destravar esse processo, trazendo visibilidade, pressão pública e engajamento em um momento decisivo. Ela mostrou que criatividade também é uma ferramenta poderosa de conservação”, diz Angela Kuszack articuladora da aliança SOS Oceano.
O decreto cria um mosaico de unidades de conservação – um área de mais de 1 milhão de hectares de proteção integral e uma Área de Proteção Ambiental (APA) com aproximadamente 56 mil hectares –, no litoral sul do Rio Grande do Sul, região considerada estratégica para a biodiversidade marinha e altamente sensível aos impactos da pesca industrial. A criação do Parque Nacional do Albardão é considerada um marco histórico para a conservação marinha brasileira, mas não encerra os desafios da proteção dos oceanos no país. Ao contrário, cria um precedente concreto para avançar em outras áreas estratégicas, como Fernando de Noronha, Abrolhos e a Foz do Amazonas.
Mais do que o ponto final de uma campanha, o decreto inaugura uma nova fase: a de garantir a implementação efetiva da unidade de conservação e fortalecer a agenda de proteção marinha no Brasil.
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