O que forma o imaginário do futebol feminino brasileiro? A pergunta está no centro de uma ação da Adobe para a estreia de A Casa de Dona Carlota no Festival do Rio, hoje às 21h45. Patrocinadora oficial do filme, a marca se juntou à Delícia Impressa para convidar três artistas brasileiras, Amanda Lobo, Juh Barbosa e Tainha, a traduzirem suas próprias referências sobre o esporte em uma série de pôsteres inéditos.
A ideia parte da própria narrativa do curta. Dirigido e roteirizado por Lili Fialho e Bruna Linzmeyer, produzido por Mayra Faour Auad e Gabrielle Auad, com produção da MyMama Entertainment, A Casa de Dona Carlota recupera uma história real ligada ao futebol feminino brasileiro dos anos 1940. No filme, Dona Carlota lidera um time de mulheres rumo a uma turnê internacional, em uma trajetória de resistência às proibições impostas ao esporte naquele período.
Se o curta recupera um capítulo que por muito tempo permaneceu à margem da memória, a ação parte dele para evidenciar o imaginário que se constrói na atualidade. A provocação foi levada às artistas, que transformaram suas próprias perspectivas em três pôsteres, conectando o passado retratado no filme a novas imagens e narrativas do futebol feminino.
“Para nós, é muito importante apoiar um filme que resgata uma trajetória como essa, especialmente por meio de uma produção criativa liderada majoritariamente por mulheres. Para a Adobe, apoiar a criatividade também é reconhecer o cinema como parte fundamental da cultura brasileira, capaz de preservar memórias, construir novos imaginários e levar essas histórias a novos públicos”, afirma Renata Decoussau, Diretora de Marketing para América Latina na Adobe.
Nos pôsteres, essa proposta ganha caminhos distintos. Com linguagens próprias, as artistas atravessam memórias e códigos visuais ligados ao esporte para construir suas interpretações sobre o futebol feminino e sua presença na cultura brasileira. A Delícia Impressa, plataforma carioca dedicada à cultura do impresso, assina a curadoria, a direção criativa, a produção gráfica e a impressão das obras, realizada em risografia. De baixo impacto ambiental e especialmente adequada a pequenas tiragens, a técnica utiliza tintas de base vegetal e se destaca pela intensidade e singularidade das cores. O resultado são três peças que não buscam ilustrar o filme, mas expandir o universo que ele coloca em cena.
“Pensamos em como essa história poderia continuar para além da tela, ganhando novos olhares e interpretações. Reunimos artistas com repertórios distintos e encontramos na Delícia um parceiro fundamental para a curadoria. O resultado são três trabalhos que expandem o universo do filme e colocam novas referências e conversas em circulação”, completa Renata.
Com tiragem limitada, os pôsteres serão distribuídos ao público durante as sessões de A Casa de Dona Carlota no Festival do Rio, levando para o papel outros olhares sobre o universo retratado no filme. O curta estreia no festival em 7 de outubro, com exibições também nos dias 8 e 9.


