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Donatella Versace prepara nova marca em parceria com a Revolve

Depois de quase três décadas à frente da direção criativa da Versace, Donatella Versace inicia uma nova etapa de sua trajetória com uma marca independente de moda e beleza em parceria com a Revolve. Ainda sem nome definido, o projeto terá a estilista como diretora criativa e começará pelo segmento de beleza, com os primeiros produtos previstos para 2027. A operação terá alcance internacional, incluindo Estados Unidos, América Latina, Ásia-Pacífico e Oriente Médio.

Em sua publicação no Instagram, Donatella deixou claro que a nova empreitada nasce também do desejo de estabelecer uma conexão diferente com as novas gerações. “Acredito que a criatividade deve ser destemida, inclusiva e estar viva no mundo. Sempre fui inspirada pela próxima geração, pela música, pelo cinema, pela arte e, claro, pela moda. Essa parceria me dá a liberdade de falar com essa geração de uma maneira completamente nova e pessoal, por meio da beleza e da moda”, afirmou.

Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, a declaração ajuda a compreender o que está por trás do novo projeto: não se trata apenas da criação de uma nova etiqueta, mas da construção de uma narrativa própria a partir de um repertório já reconhecido. “No mercado de alta exigência, a narrativa que antecede o produto tem um valor muito particular. Donatella não parte do zero: ela leva consigo herança, repertório e capital cultural construídos ao longo de décadas. Isso cria uma presença que não depende apenas do lançamento de um produto, mas da continuidade de uma linguagem autoral”, afirma.

A parceria reúne a força criativa e cultural de Donatella à estrutura digital e comercial da Revolve. Para Tamara, a combinação pode ganhar relevância justamente pela possibilidade de aproximar uma assinatura reconhecida de novos códigos de consumo. “O desejo, no luxo, não nasce da urgência. Ele é construído por narrativa, curadoria e percepção de valor. A oportunidade está em criar algo com singularidade suficiente para ser reconhecido como próprio, mas com uma linguagem capaz de dialogar com novos públicos. Quando história, estética e experiência encontram consistência, existe espaço para construir permanência”, explica.

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