Em um momento em que cerca de 60% dos brasileiros disseram que interagir com uma Inteligência Artificial ajuda a reduzir a sensação de solidão, segundo pesquisa feita pela CNN em parceria com o Instituto Locomotiva, o CVV (Centro de Valorização da Vida) lança uma nova campanha focada no Setembro Amarelo, afirmando que nenhuma tecnologia substitui a conexão humana. Criada pela agência BeHumble, a iniciativa segue o conceito “#MinhaIA – A melhor conexão sempre é a humana. Pessoas precisam de pessoas.”, contando com a participação de Diogo Defante, Rafa Brites, Claudia Leitte, Titi Müller, Daniela Suzuki, Fabão, Alesson, entre outras celebridades.
A partir dos dados da pesquisa, a campanha propõe a seguinte provocação: quem é a sua “IA de carne e osso”? A estratégia de comunicação transforma nomes comuns em termos de sonoridade e escrita, como BIAnca, TIAgo, TatIAna, VitórIA, LucIAno, entre tantos outros, nas “IAs” mais importantes da vida das pessoas: as humanas, gente de verdade. Ou seja, chamar alguém para conversar, perguntar como essa pessoa está ou simplesmente contar como está se sentindo. A mensagem é que, muitas vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo para uma conexão necessária.
A iniciativa usa o próprio fenômeno como ponto de partida para estimular as pessoas a procurarem quem está ao seu lado de verdade: um amigo, alguém da família ou qualquer pessoa de confiança capaz de ouvir, acolher e estar presente, mesmo que não tenha IA no nome.
“Por mais avançada que seja, uma inteligência artificial não oferece empatia, parceria e companhia da mesma forma que uma pessoa. Em um momento em que cada vez mais pessoas precisam de pessoas, queremos fazer um convite à conexão humana. A ideia é transformar a provocação em uma conversa real”, afirma Carlos Correia, voluntário do CVV.
A mecânica também se inspira no comportamento das redes sociais e convida influenciadores a apresentarem suas próprias “IAs”, revelando as pessoas que realmente fazem diferença em suas vidas.
O CVV disponibiliza em seus canais oficiais conteúdos informativos que reforçam o convite à conexão humana, além de chamar atenção para outra forma de acolhimento – o trabalho voluntário realizado pela própria associação.
Para a BeHumble, a ação dá continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos em torno da causa do CVV, desta vez explorando uma transformação recente no comportamento das pessoas: a presença cada vez maior da inteligência artificial como espaço de conversa e companhia.
“A gente vive um paradoxo interessante: quanto mais a tecnologia evolui para entender o que dizemos, mais importante fica aquilo que só uma pessoa pode oferecer. A campanha parte justamente dessa contradição para lembrar que, no fim, pessoas precisam de pessoas. A IA pode responder, mas existe uma diferença enorme entre responder e estar presente”, comenta João Lovise, Chief Creative Officer da BeHumble.


