A amigo_h (Amigos Einstein da Oncologia e Hematologia), área relevante da responsabilidade social do Einstein Hospital Israelita, inicia neste mês de março uma campanha anual de conscientização sobre o câncer colorretal, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e de hábitos saudáveis. A ação se alinha ao Março Azul Marinho, mês dedicado à sensibilização sobre a doença, com destaque para o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, celebrado hoje.
Segundo dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) referentes ao triênio 2025-2028, o câncer colorretal segue entre os tipos de maior incidência no Brasil, com tendência de aumento em pessoas abaixo dos 50 anos, os chamados jovens adultos. De acordo com a entidade, são esperados mais de 53 mil novos casos por ano no País neste período, superando as projeções anteriores, com forte concentração nas regiões Sul e Sudeste.
“Esse cenário reforça a importância da campanha da amigo_h. É cada vez mais importante disseminar informações sobre a doença e também de como preveni-la”, afirma Ida Sztamfater, presidente da amigo_h. “O Código de Prevenção de Câncer da América Latina e Caribe, para o qual a amigo_h contribuiu na elaboração, é uma das principais ferramentas para nortear a conscientização, e é parte integral da nossa iniciativa”.
O LAC Code (Código de Prevenção de Câncer da América Latina e Caribe) é uma iniciativa em colaboração com organizações internacionais que reúne 17 recomendações de prevenção. Dentre elas, estão alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos, manutenção de peso adequado, exames preventivos e redução de fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool. A amigo_h integra o projeto com o objetivo de ampliar o acesso à informação, orientação e prevenção para a população.
“As transformações no estilo de vida, como maior consumo de alimentos ultraprocessados, sobrepeso, sedentarismo e fatores ambientais, são alguns dos fatores para esta mudança importante no perfil epidemiológico do câncer”, afirma o Dr. Felipe Piza, médico intensivista e diretor executivo de Responsabilidade Social e Filantropia do Einstein. “Diante disso, é fundamental fortalecer estratégias estruturadas de prevenção e promover informação qualificada para toda a população, como estamos fazendo com a campanha “Quem avisa, amigo_h”. Segundo o Dr. Piza, tumores nessa localização podem ser silenciosos por anos até a apresentação com sintomas como sangramentos ou alteração do hábito intestinal. “A ausência de sintomas precoces leva ao diagnóstico em estágios mais avançados, o que torna o tratamento mais complexo. É exatamente por isso que essa campanha é tão importante”, acrescenta.
Criada pela Klick Health, a campanha parte de um insight simples e potente: revisitar o ditado popular “quem avisa, amigo é” para transformá-lo em um convite ao autocuidado. A iniciativa é multiplataforma e educativa, incluindo:
· Vídeo manifesto com linguagem jovem e leve, compartilhado em redes sociais, press kits digitais e canais de parceiros.
· Materiais educativos sobre prevenção, sinais de alerta e hábitos saudáveis.
· Campanha de engajamento digital com a hashtag #QuemAvisaAmigo_h, incentivando a população a compartilhar informações e alertas com familiares e amigos.
“Este é um movimento iniciado pela amigo_h, mas que visa ampliar as discussões a respeito da saúde intestinal com outras entidades e sociedade. Contamos com todos para levarmos as informações e mensagens adiante”, reforça Ida Sztamfater.
Sobre o câncer colorretal
O câncer colorretal é o tipo de câncer que acomete o intestino grosso (cólon) e o reto, estruturas que fazem parte do sistema digestivo. Na maioria dos casos, a doença se desenvolve de forma silenciosa, a partir de pólipos, pequenas lesões que surgem na parede do intestino e que podem se transformar em tumores ao longo do tempo.
Entre os principais sinais e sintomas estão:
· alteração persistente no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
· presença de sangue nas fezes;
· dor ou desconforto abdominal frequente;
· sensação de evacuação incompleta;
· perda de peso inexplicada e anemia.
O diagnóstico precoce é fundamental e pode ser feito por meio de exames de rastreamento, especialmente a colonoscopia, considerada um dos principais métodos de detecção. O exame permite identificar e remover pólipos antes que se tornem câncer, além de diagnosticar lesões em estágios iniciais, quando as chances de cura são significativamente maiores.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo, com melhores resultados quando o diagnóstico ocorre precocemente.
