Realizada pela Artplan, ação levanta o debate sobre o aumento das ameaças contra mulheres em dias de partidas de futebol
Durante a partida entre Vasco e Palmeiras nesta quinta-feira (12), válida pelo Campeonato Brasileiro, um detalhe no uniforme do volante Thiago Mendes chamou atenção. A tradicional camisa 23 apareceu como “+23%”. O número faz referência a um dado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que aponta aumento de 23,7% nas ameaças contra mulheres em dias de jogos de futebol masculino.
A intervenção fez parte da campanha “Não fique calado!”, lançada pela Estácio e Instituto Yduqs e realizada pela Artplan. A iniciativa destaca de que no futebol ninguém consegue ficar calado, e contra a violência à mulher deveria ser igual, aproveitando a visibilidade do Campeonato Brasileiro para ampliar a discussão sobre o tema.
Em São Januário, a visibilidade foi ampliada com faixa no campo, filmes exibidos no telão do estádio e inserções na programação da Vasco TV. Promotoras também distribuíram materiais informativos ao público e influenciadores ligados ao clube ajudaram a amplificar a mensagem nas redes sociais.
Na transmissão da CazéTV, o dado que inspirou a campanha foi apresentado ao público no pré-jogo pela repórter Bruna Deltri, expandindo o alcance da discussão para os torcedores que acompanhavam a partida online.
“É urgente e imprescindível dar espaço e visibilidade a dados tão graves. As estatísticas assustam, e trazê-las para o universo do futebol foi uma forma de provocar discussão e abrir espaço para conversas necessárias. Não dá mais para fechar os olhos para a violência que as mulheres sofrem todos os dias. Não podemos nos calar”, afirma Ricardinho Weitsman, diretor-executivo de Criação da Artplan.
Veiculado no mês de março, a estratégia da campanha, além de rodar no digital, conta com telas instaladas em elevadores de prédios residenciais e comerciais. Como parte do movimento, o site naofiquecalado.com.br reúne diversas ferramentas de conscientização e apoio às vítimas de violência. A plataforma também amplifica iniciativas já existentes da instituição, como os Núcleos de Práticas Jurídicas (NPJ), que oferecem orientação jurídica gratuita à comunidade, e os Serviços-Escola de Psicologia, onde alunos, supervisionados por psicólogos orientadores, prestam apoio psicológico. Além desses serviços, a página disponibiliza cartilhas e conteúdos educativos produzidos com alunos da instituição, com orientações para identificar diferentes tipos de violência e caminhos para denunciar e buscar ajuda. A mobilização ainda conta com a exibição de mensagens sobre o assunto nas telas de mídia em elevadores de diversos condomínios residenciais e comerciais.
“Como a maior universidade do Brasil, entendemos nosso papel em levar informação e apoio à sociedade, conectando nossos serviços à iniciativa e fortalecendo a atuação dos Núcleos de Práticas Jurídicas e dos Serviços-Escola de Psicologia”, finaliza Renata Tasca, diretora de Estratégia de Marcas e Mídia da Estácio.
