Encontro promovido pela Eagle reúne executivos para analisar os principais aprendizados da NRF 2026 e seus reflexos em estratégia, experiência e relacionamento com o consumidor
A edição de 2026 da National Retail Federation (NRF) consolidou uma percepção que vinha se desenhando nos últimos anos: o varejo deixou de tratar a transformação como promessa. O que antes era tendência passou a integrar a rotina das empresas.
Sob o conceito “Next Now”, o encontro reforçou que inovação já não pode ser planejada para o médio prazo. Ela precisa ser executada no presente.
Para discutir os desdobramentos desse cenário no Brasil, a Eagle realizou o Update Eagle 2026 – Especial Pós-NRF, reunindo lideranças do setor para analisar como as decisões apresentadas no evento impactam estratégia, experiência e relação com o consumidor.
Participaram da curadoria Daniel Zanco, CEO da Central do Varejo; Brenda Maia, CEO da Eagle; João Marçola, CEO da Krispy Kreme Brasil; Fillipi Nobre, Head Comercial da Livelo; e a arquiteta Bianca Murotani, da GDesign.
Um dos pontos mais importantes do debate foi a consolidação da inteligência artificial como parte da estrutura das empresas. A tecnologia deixou de ser apresentada como diferencial e passou a ser tratada como requisito de eficiência. Mais do que implantar ferramentas, as organizações enfrentam agora o desafio de rever processos, capacitar equipes e organizar o uso de dados.
“A NRF mostrou que não estamos mais discutindo o que pode acontecer, mas o que já está acontecendo. A inovação deixou de ser projeto paralelo e passou a fazer parte da operação”, afirma Brenda Maia.
Outro aspecto recorrente nas discussões foi o tempo. A competitividade no varejo contemporâneo está diretamente ligada à capacidade de transformar informação em decisão e decisão em execução. Empresas que encurtam esse ciclo tendem a responder com mais precisão às mudanças de comportamento e de mercado.
“Hoje, a diferença entre empresas está na velocidade com que conseguem transformar informação em ação. Não basta ter dados, é preciso decidir e executar rapidamente”, diz Daniel Zanco.
A NRF também reforçou a mudança no modo como consumidores se relacionam com marcas. O valor percebido não se concentra apenas no produto, mas na qualidade da relação construída ao longo do tempo. Nesse contexto, a construção de comunidades e vínculos consistentes passa a ocupar papel central nas estratégias de crescimento.
“Cada vez mais, as marcas precisam criar conexão real com as pessoas. Não se trata apenas de vender, mas de construir relevância ao longo do tempo”, afirma João Marçola.
A loja física, por sua vez, assume função que vai além da venda e passa a ser espaço de experiência e convivência.
“O ambiente físico se tornou um lugar de relacionamento e não apenas de transação. Ele permite criar experiências que o digital não consegue reproduzir”, observa Bianca Murotani.
Embora a inteligência artificial tenha sido um dos temas dominantes, o encontro destacou que a tecnologia tende a se tornar comum a todos. O diferencial permanece na capacidade de interpretar contexto e construir significado.
“A tecnologia organiza processos e amplia eficiência, mas o que realmente diferencia as empresas é a clareza estratégica e a capacidade de entender o comportamento do consumidor”, conclui Fillipi Nobre.
Com o encontro, a Eagle reforça sua atuação na análise de movimentos internacionais e na adaptação desses aprendizados à realidade do mercado brasileiro.
