sábado, fevereiro 21, 2026
Programa Grandes Nomes da Propaganda no canal Markket
InícioMercadoFevereiro Amarelo

Fevereiro Amarelo

Energia e Engajamento

A angústia sobre a brevidade da vida e o desejo de não desperdiçar tempo com futilidades atravessam séculos de filosofia e espiritualidade. No primeiro século, Sêneca, em sua obra Sobre a Brevidade da Vida, já alertava: não é que a vida seja curta, mas que desperdiçamos muito tempo.

Dois mil anos depois, esse alerta permanece atual — especialmente no mundo econômico e organizacional.

Por que isso importa?

Distrações no trabalho, especialmente reuniões improdutivas, têm impacto direto na produtividade e na competitividade. Estudos internacionais estimam perdas de centenas de bilhões de dólares anuais com reuniões desnecessárias. Em países como Japão e Índia, a ineficiência nesses encontros reduz a produtividade em até 20%.

No Brasil, embora os dados sejam mais limitados, pesquisas indicam que:

· 47% dos profissionais consideram reuniões improdutivas sua maior frustração diária.

· Cada colaborador pode perder mais de 30 horas por mês em encontros pouco efetivos.

· Até 30% do tempo corporativo é desperdiçado com reuniões sem propósito claro.

Os reflexos aparecem nos rankings internacionais. No relatório IMD World Competitiveness, o Brasil ocupa posições inferiores há anos. O uso inadequado do tempo é um dos fatores estruturais dessa baixa competitividade.

Panorama Geral:

Existe vasta literatura sobre o tema. Entre as obras mais relevantes, destaco **A Arte dos Encontros, da autora Priya Parker, publicada no Brasil pela Companhia das Letras.

O livro é um guia transformador sobre como tornar encontros — profissionais ou pessoais — mais significativos, produtivos e memoráveis.

Especialista em mediação e relações humanas, Parker afirma que a maioria das reuniões fracassa porque segue um modelo padrão: agenda, sala e participantes… sem clareza de propósito.

Ela propõe um novo paradigma: encontros intencionais, construídos com escolhas conscientes e foco no resultado.

No primeiro capítulo, a autora destaca o princípio central:

Antes de marcar qualquer reunião, defina o propósito real. Não “o que vamos discutir”, mas “o que queremos que aconteça ao final”.

Em um país relacional como o Brasil, isso é especialmente relevante. Muitos encontros existem apenas para manter vínculos — e poderiam ser substituídos por check-ins rápidos e objetivos.

No capítulo seguinte, surge outra provocação:

Convide apenas quem é essencial.

Grupos menores geram mais foco, conexão e produtividade. Reduzir participantes e tempo é um sinal de maturidade gerencial.

Ao longo da obra, Parker apresenta práticas simples que podem:

· multiplicar o impacto das reuniões

· aumentar a produtividade dos times

· reduzir desperdício de tempo e energia

A leitura é leve, prática e torna-se um verdadeiro “manual de trabalho”.

Moral da História

Em um ambiente de alta competição, margens pressionadas e baixo engajamento, aceitar reuniões sem propósito é um sinal de baixa maturidade organizacional.

Ter propósito significa saber por que estamos reunindo pessoas — e honrar o tempo de todos.

Antes de convocar um encontro, pergunte:

· Qual é o resultado esperado?

· Quem realmente precisa estar presente?

· Esse encontro precisa mesmo acontecer?

Cada reunião deve ser um motor de energia, foco e decisão — não de dispersão.

O Fevereiro Amarelo nos convida a proteger aquilo que mais escasso temos: atenção, energia e tempo.

Como tem sido a sua experiência? Você mede o impacto das reuniões na sua organização?

Abraços, Raimundo Sousa

Visite nosso canal no YouTube: @coalizaodosaber.shorts

Artigos relacionados

Novidades