quarta-feira, fevereiro 11, 2026
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Andrea Pinheiro é reeleita para a presidência da Fundação Bienal

O Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo reelegeu Andrea Pinheiro para a presidência de sua Diretoria Executiva, consolidando a continuidade de uma gestão marcada por inovação institucional, ampliação do acesso à arte e fortalecimento do papel público da Bienal de São Paulo no Brasil e no exterior. Para o biênio 2026-2027, ela permanece com a mesma chapa que a acompanhou nos últimos dois anos: Maguy Etlin (primeira vice-presidente), Luiz Lara (segundo vice-presidente), Ana Paula Martinez, Francisco Pinheiro Guimarães, Maria Rita Drummond, Ricardo Diniz, Roberto Otero e Solange Sobral.
Pinheiro iniciou seu primeiro mandato em 2 de janeiro de 2024 com a proposta de reforçar os modelos de governança da Bienal e fortalecer sua atuação pública e educativa. Desde então, sua gestão entrou para a história da instituição ao torná-la a primeira mulher a entregar uma edição da Bienal de São Paulo, marco simbólico e estrutural no contexto de uma das mais importantes exposições de arte do mundo.
Um dos principais legados do primeiro mandato foi a implementação de um novo modelo de governança para a escolha curatorial, com a criação de um comitê colegiado para a seleção da curadoria da 36ª Bienal de São Paulo. A iniciativa será repetida para a 37ª Bienal. Outro ponto de inovação foi a ampliação da duração da Bienal em um mês, para que a mostra estivesse aberta em dezembro e no início de janeiro, durante as férias escolares, maximizando seu alcance e seu potencial de democratização de acesso à arte. A mudança trouxe resultados: a 36ª Bienal contou com 784.399 visitantes, um crescimento de cerca de 20% em relação à última edição.
A ênfase na educação como ferramenta de transformação social tornou-se um eixo central da gestão, orientando tanto a concepção das exposições quanto as estratégias de relacionamento com o público. Esse direcionamento refletiu-se de forma expressiva nos resultados da 36ª Bienal de São Paulo, ampliando o alcance do programa em cerca de 40% em relação a 2023: foram 113 mil atendimentos, sendo mais de 90 mil voltados a crianças e adolescentes. Para além da atuação no espaço expositivo, 25 mil professores passaram por ações de formação conduzidas pela Bienal. Parcerias com agentes do poder público, ONGs, universidades,escolas e organizações diversas permitiram que os conteúdos da mostra atingissem novos espaços e audiências.
Outra inovação de sua gestão foi o desenvolvimento do aplicativo web Bienal Prática, que marca a primeira vez em que inteligência artificial, reconhecimento de imagem, realidade aumentada e recursos de acessibilidade se combinam em uma única plataforma de mediação digital, concebida do zero para uma grande exposição internacional. Ao apontar a câmera do celular para as 30 obras selecionadas, surgia a IARA, um avatar fluente em português, inglês e espanhol que interagia com o público, respondia perguntas em linguagem coloquial e conduzia o usuário por um percurso mediado com recursos de gamificação. Uma experiência inédita de integração entre tecnologia, arte, acessibilidade e experiência do visitante no cenário global.
A gestão também deu continuidade ao processo de fortalecimento institucional iniciado há mais de uma década, consolidando a Fundação como uma organização financeiramente sustentável, com autonomia operacional, equipe técnica permanente e práticas de governança alinhadas às melhores referências do setor cultural. Em termos de estratégia de captação, um dos destaques da gestão foi o leilão de cartazes históricos realizado por ocasião do jantar beneficente promovido em parceria com a Rolex, que arrecadou mais de R$5 milhões.
Para Pinheiro, a reeleição representa a validação de um projeto institucional construído de forma coletiva, com responsabilidade e visão de longo prazo. “Nosso compromisso é aprofundar os movimentos iniciados neste primeiro mandato, fortalecendo a governança, ampliando o papel educativo da Bienal e consolidando sua atuação internacional, sempre entendendo a arte como um campo de diálogo e escuta”, conclui.
Após o sucesso em São Paulo, em março a 36ª Bienal de São Paulo inicia seu programa de itinerâncias, ampliando o alcance territorial e social da mostra para mais de dez cidades no Brasil e no exterior. No cenário internacional, a nova gestão projeta um dos momentos mais relevantes da atuação recente da Fundação Bienal de São Paulo: a participação brasileira na 61ª Bienal de Veneza, que contará com a curadoria de Diane Lima e obras de Adriana Varejão e Rosana Paulino, dois nomes centrais da arte contemporânea brasileira.
A participação na 61ª edição dá continuidade a um processo iniciado em 2024, quando a Fundação Bienal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores, liderou um projeto de recuperação arquitetônica do Pavilhão do Brasil em Veneza, edifício de propriedade do Itamaraty. Com previsão de conclusão em abril deste ano, a intervenção marca um novo capítulo na história do pavilhão, que passou a apresentar uma configuração alinhada à sua concepção arquitetônica original.
A Fundação Bienal de São Paulo agradece ao seu parceiro estratégico Itaú e aos seus patrocinadores master Bloomberg, Bradesco, Citi, Petrobras, Vale e Vivo.
A Fundação Bienal de São Paulo tem apoio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
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