Pesquisa realizada pelo Great Place To Work® (GPTW), consultoria global referência em cultura organizacional e ambientes de trabalho saudáveis, revela as principais perspectivas do setor com a 13ª edição do Ranking das Melhores Empresas para Trabalhar™ – Agência de Publicidade. O estudo mostra avanços relevantes na participação feminina e no impacto da confiança para estimular a inovação. Por outro lado, o tempo de permanência nas posições segue como desafio.
Na edição de 2025 da pesquisa, 109 agências participaram do processo, impactando mais de 7.116 colaboradores. O levantamento reconheceu 20 organizações, sendo 10 de pequeno porte e 10 de médio porte, que se destacaram com práticas consistentes de gestão de pessoas em um mercado dinâmico e altamente competitivo.
A pesquisa evidencia a concentração do mercado publicitário em polos estratégicos, com presença das agências premiadas em oito estados brasileiros. São Paulo lidera com oito agências reconhecidas, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, com três cada, e Rio de Janeiro, com duas. Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Santa Catarina aparecem com uma agência premiada cada, indicando a capilarização de práticas de excelência para além do eixo tradicional.
Perfil etário
A análise revelou mudanças na composição das equipes. No conjunto, 71% da força de trabalho está concentrada nas faixas etárias iniciais, evidenciando setor jovem, dinâmico e fortemente influenciado por novas gerações.
Em 2025, profissionais com até 25 anos passaram a representar 28% do total, avanço de três pontos percentuais em relação ao ano anterior. Em contrapartida, a faixa entre 26 e 34 anos, ainda majoritária, apresentou retração de três pontos percentuais. A faixa entre 35 e 44 anos manteve estabilidade, com 22% dos colaboradores. Já os profissionais de 45 a 54 anos representaram 6%, registrando leve variação de um ponto percentual. A participação dos colaboradores com 55 anos ou mais permaneceu estável em 2%, tanto em 2024 quanto em 2025.
Tempo de casa
O tempo de permanência nas agências também revela que o mercado possui dinâmica intensa. Em 2025, 60% dos colaboradores tinham até dois anosde empresa, registrando leve crescimento em relação a 2024 e um aumento de quatro pontos percentuais quando comparado a 2023. A participação de profissionais com dois a cinco anosde casa também avançou, passando de 29% para 31%. Por outro lado, colaboradores com maior tempo de casa continuam sendo minoria: apenas 6% estão entre seis e dez anos; 2% entre 11 e 15 anos; e outros 2% possuem 16 anos ou mais de empresa.
Fatores de permanência
O estudo identificou mudanças nos fatores que influenciam a permanência dos colaboradores. Remuneração, benefícios e estabilidade ganharam relevância ao longo dos últimos anos. A remuneração cresceu dois pontos percentuais em relação a 2024 e quatro pontos quando comparada a 2023, enquanto a estabilidade avançou dois pontos percentuais nos dois últimos rankings.
Ainda assim, oportunidades de crescimento seguem como o principal motivo de permanência, citadas por 38% dos colaboradores, seguidas por qualidade de vida (34%) e alinhamento de valores (12%). Esses três indicadores, no entanto, apresentam queda de dois pontos percentuais em relação a 2023, indicando mudança gradual nas prioridades dos profissionais diante de um mercado mais instável e competitivo.
Perfil por gênero
Neste recorte, a pesquisa aponta que as agências de publicidade reconhecidas no ranking GPTW se destacam pela maior representatividade feminina, com 55% de mulheres em seus quadros, percentual superior ao observado em outros rankings setoriais. Apesar do crescimento moderado em relação a 2024, esse dado reforça os esforços constantes das agências para ampliar e manter a diversidade de gênero.
Liderança
A análise entre gênero e nível de gestão mostra uma retomada importante da presença feminina na alta liderança. Em 2025, houve avanço de seis pontos percentuais, com mulheres ocupando 40% dos cargos de alta gestão, frente aos 34% registrados no ano anterior. Já em 2023, esse índice era de 45%.
Na média liderança, observa-se uma leve retração ao longo dos últimos anos, passando de 57% em 2023 e 53% em 2025. Já nas demais posições de liderança, a participação feminina apresentou queda mais expressiva, chegando a 49% em 2025. O conjunto dos dados indica que, apesar dos avanços na alta liderança, ainda existem desafios para fortalecer a diversidade de gênero em todos os níveis de gestão, etapa fundamental para a consolidação de culturas organizacionais verdadeiramente For All.
Índice de Inovação (IVR)
A diferença entre as agências premiadas e não premiadas permanece significativa: no estágio avançado de inovação, a distância é de 29 pontos percentuais. Além disso, o estudo identificou que as empresas reconhecidas apresentam percentual 21% menor de organizações em estágio de atrito, reforçando como ambientes de trabalho saudáveis e de confiança impactam a inovação do negócio.
Em 2025, 30% das empresas premiadas operam no estágio funcional de inovação, avanço de dez pontos percentuais em relação ao ranking anterior. O estudo também identificou redução de cinco pontos percentuais (35%) em relação ao último ranking, de empresas nos estágios de atrito e acelerado.