Clareza, Ritmo e Direção – “Do Radar Global à Execução Local”
Encerramos na última sexta-feira (23/01) o segundo dos grandes eventos estratégicos de janeiro — aqueles que, todos os anos, servem como bússola para validar, ajustar ou até reposicionar os planejamentos das empresas modernas.
De um lado, o Fórum Econômico Mundial em Davos, que reúne líderes globais para enfrentar desafios complexos e desenhar (ou ao menos sinalizar) o futuro próximo. Do outro, a NRF — o maior evento de varejo do planeta —, realizada entre 11 e 13 de janeiro em Nova York, que coloca o holofote no presente imediato e nas rupturas que já estão remodelando o “próximo agora”.
Por que isso importa de verdade?
Porque esses dois eventos funcionam como um sistema de alerta antecipado para quem lidera, planeja e decide.
Acompanhá-los não é mera curiosidade intelectual: é gestão de risco, captura de oportunidade e garantia de longevidade do negócio.
As grandes rupturas nunca surgem do nada. Elas emitem sinais. Eventos como esses capturam e amplificam esses sinais.
Panorama geral (o que mais me marcou)
Na NRF 2026, uma das abordagens que mais me impactou veio de Eduardo Terra (BTR Varese): o “olhar humano da inteligência artificial”.
Na minha leitura, Eduardo defende que o fator humano segue sendo o principal motor de diferenciação no varejo — e, para mim, em praticamente todas as indústrias. Uma IA sem esse foco humano tende a gerar experiências frias, mecânicas ou desconectadas. Líderes e times precisam equilibrar tecnologia avançada com sensibilidade humana para transformar dados em decisões relevantes e experiências memoráveis.
Já em Davos, as contribuições compartilhadas por Alberto Roitman (Escola do Caos) foram, a meu ver, extremamente pertinentes.
Temas como saúde humana (física, mental, emocional e até moral) e resiliência organizacional deixaram de ser acessórios: tornaram-se condição de sobrevivência. Em tempos de instabilidade permanente, a saúde das pessoas é o que sustenta lucidez, presença e capacidade de decisão de qualidade. Quando a carga cognitiva, emocional e moral se torna excessiva, o sistema inteiro entra em colapso — pessoas primeiro, depois os resultados.
Moral da história (2026 em diante)
Seja no chão da NRF ou nos sinais de tendência de Davos, uma mensagem é cristalina:
o humano deixou de ser “soft” e virou ativo estratégico central.
Ele sustenta estratégias e tecnologias. Dá sentido à experiência do cliente. Evita o colapso de sistemas inteiros.
Cuidar de pessoas deixou de ser pauta exclusiva de RH. Virou pauta de sobrevivência — e responsabilidade de todos na organização.
A cultura da sua empresa está preparada para esses tempos?
O seu “radar 2026” já contempla a atenção genuína às pessoas como prioridade estratégica?
Ser protagonista em 2026 significa tratar as pessoas como o ativo estratégico mais valioso da organização — porque, no final, são elas que dão vida (e longevidade) ao negócio.
Abraços fortes,
Raimundo Sousa
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