Começamos o 4º ano da nossa newsletter semanal trazendo a cor que vai marcar 2026, segundo a WGSN (Worth Global Style Network). Assim como a Pantone, a WGSN analisa comportamentos de consumo, mudanças culturais, sociais e econômicas para prever cores, estilos e conceitos que vão dominar o mundo.
A cor do ano 2026 da WGSN + Coloro é Transformative Teal — um tom fluido entre azul e verde aquático. Simbolicamente, ele fica exatamente no meio de:
• Azul → clareza, racionalidade, sistemas confiáveis
• Verde → vitalidade, crescimento, sustentabilidade
Resultado? Transformar sem romper. Evoluir mantendo a estabilidade.
No mundo da gestão e dos negócios, isso significa: mudar com direção, inovar sem perder o chão, crescer com equilíbrio.
Por que isso importa?
Integrar tendências globais às nossas estratégias — sem abrir mão dos nossos valores — multiplica competências, atrai oportunidades e gera resultados mais sólidos e duradouros.
Panorama Geral:
Uma edição recente do The Economist (“The World Ahead 2026”) aponta dez tendências para um mundo sob o “Trumpnado”. Escolhi tratar de forma simples e pragmática três delas que já estão impactando a vida e os negócios:
1. Preocupações econômicas
€ As tarifas de Trump resistiram mais do que muitos esperavam, mas devem frear o crescimento global. Há risco crescente de crise nos mercados de títulos, principalmente se o Federal Reserve ficar mais politizado. – * Lição que se repete nos debates: Em um mundo que cresce menos e com dinheiro mais caro, prospera quem tem clareza estratégica, caixa forte e disciplina de execução.
2. Preocupações com Inteligência Artificial
£ Os investimentos bilionários em infraestrutura de IA escondem fragilidades econômicas. Mesmo sem uma bolha imediata, o impacto da IA nos empregos vai aquecer debates sociais e regulatórios. * Lição recorrente: IA sem eficiência vira custo. IA sem gestão de pessoas vira conflito. IA com clareza, ritmo e direção vira produtividade de verdade.
3. Medicamentos GLP-1 (Ozempic e sucessores)
¥ A disseminação desses remédios levanta questões éticas sobre “performance”, saúde mental e impacto social — conectando bem-estar físico a tendências culturais maiores. * Lição que ecoa: Não existe prosperidade sustentável baseada em atalhos. Energia, vitalidade e saúde são ativos estratégicos — nunca instrumentos de pressão.
Moral da História
Vivemos um mundo globalizado: decisões geopolíticas distantes chegam, cedo ou tarde, na nossa porta — às vezes com força, às vezes de mansinho. Negar esse impacto não protege o negócio; apenas tira a capacidade de antecipar e se preparar.
“Em um mundo instável, quem começa o ano com clareza, ritmo e direção constrói prosperidade antes que os outros entendam o cenário.”
E você, como está se preparando para 2026?
Minha sugestão para este mês: adote os três eixos — clareza, ritmo e direção —, incorpore o “Janeiro Teal” no seu dia a dia e confie: os resultados mais vigorosos vêm exatamente de quem equilibra transformação com estabilidade.
Abraços,
Raimundo Sousa
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