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Time feminino da J. Walter Thompson prestigia o trabalho da ativista e grafiteira Panmela Castro

Direita para esquerda: Artha Baptista (Rede Nami), Andrea Assef, Renata Buess, Caroline Bassi, Mariana Borga, Panmela Castro, Camila Bertoli, Marcia Lacaze, Ana Raquel Hernandes, Luciana Cardoso, Renata Leão (todas diretoras da Thompson). Crédito: Régis Fernandez

Durante todo o mês de Março, o muro de entrada da J. Walter Thompson exibirá o grafite da artista visual e ativista Panmela Castro, fundadora da rede Nami. Reconhecida mundialmente como uma importante ativista pelos direitos femininos, a grafiteira também chamada de Anarkia Boladona esteve ontem na agência para recriar o seu trabalho “As siamesas”, mulheres presas pelos cabelos, representando a irmandade que mantêm pela conexão de ideias.

Não só o time feminino como todos os demais colaboradores da Thompson foram prestigiar o trabalho de Panmela, que deixou a agência diretamente para ir para Washington, nos Estados Unidos. Ela é uma das homenageadas da Vital Voices Global Partnership no 15th Annual Global Leadership Awards, criado por Hilary Clinton.

“Pela minha origem, do lugar de onde eu vim, o subúrbio, onde as meninas não tinham muitas opções, eu não pensava em sair nem do meu bairro quanto mais do Brasil, ainda mais para falar sobre os direitos das mulheres”, conta ela, feliz pelo reconhecimento e principalmente pela maior conscientização sobre as questões femininas. Mas Panmela deixa claro que não se trata apenas de premiações e viagens, e sim de transformação de pessoas. “Eu consegui ver o mundo diferente do que eu fui criada para ver e hoje eu consigo trazer isso para muito mais pessoas”, diz ela, referindo-se inclusive a transformação que vem causando nas mulheres responsáveis por sua formação, que também repetiam e tinham preconceitos sobre a própria condição feminina.

Panmela salienta ainda que o caminho é longo. “Muitas pessoas de uma forma geral, até por questões culturais tão enraizadas, ainda não entendem onde estão os preconceitos e limitações das mulheres, então nosso trabalho hoje como ativista não é mais falar dos nossos direitos, porque as pessoas já sabem quais são eles, mas mostrar as sutilezas do cotidiano em que esses direitos não estão conquistados ainda e que temos de mostrar”, comenta ela, completando que assim se luta por uma vida melhor não apenas para as mulheres mas para a sociedade como um todo.

“É muito importante termos um trabalho como este exibido na frente da agência, lembrando a todos que não existe um lugar para a mulher, como vem sendo construído ao longo da história; na verdade, nem para ela nem para ninguém”, destaca Ana Raquel Hernandes, Head of Analitics da J. Walter Thompson para América Latina. “Além do grafite que por si é uma obra de arte, a frase ‘Nem santa, nem puta’, chama atenção para importância de se parar de fazer julgamentos sobre o comportamento feminino, o que alimenta o machismo. Para todos os serem humanos as possibilidades são inúmeras, ou seja, o lugar da mulher, é onde ela quiser”, conclui.

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